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Mês: novembro 2013

Alegria, alegria

Alegria, alegria

Viva!!!“… é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor” Lc 2.11. Na cidade de Davi, significa da linhagem de Davi, da descendência de Davi.   É uma notícia de grande alegria e comemoração. Por que a Palavra de Deus nos diz: “Hoje”? Porque esta notícia é sempre atual. Cristo nasce no coração da pessoa no momento em que ela O aceita como seu único e suficiente Salvador pessoal. Ele dá a ela o direito de ser chamada de filho de Deus (João 1.12).

Jesus Cristo era da descendência, da linhagem de Davi. Davi sempre foi símbolo de sucesso, honestidade, prosperidade, riqueza, servo do Deus Altíssimo. Deus amava Davi e o abençoava grandemente. Temos aí a parte espiritual, que Deus quer conheçamos. Deus quer que aceitemos este evento tão importante. Jesus nasceu e foi colocado em uma manjedoura (lugar paupérrimo onde se alimenta e se abriga animal). Esta é a figura usada para indicar a parte humana do nascimento do Senhor Jesus.

Deus quer que o ser humano veja e aceite o nascimento do Senhor Jesus com real importância para a sua vida. “Hoje” vos nasceu da linhagem de Davi, o Salvador, Jesus Cristo, para a salvação de todo aquele que nele crê. A estrebaria significa a simplicidade e o desprendimento do amor de Deus, que não necessita de honras e coisas materiais para mostrar sua grandeza. Ali mesmo ele foi adorado e seu nascimento comemorado por anjos, pastores e magos. Assim que eles deixaram este lugar, não se referiu mais a ele, e nem tiveram necessidade de usá-lo novamente.

Deixe de lado a valorização de presentes, festas, bebidas, músicas, brilhos… e volte-se para aquilo que realmente tem valor: o espiritual. Esse permanece para sempre, e no porvir a vida eterna juntamente com Cristo no Paraíso Celeste. (2 Co 12.4).(Lc 23.43).

O nascimento e o reino do Príncipe da Paz

O nascimento e o reino do Príncipe da Paz

Natal 3“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” Is. 9.6.

O Profeta Isaías viveu 800 anos antes da vinda do Senhor Jesus, mas ele escreveu sobre este maravilhoso Evento que aconteceria em um  futuro remoto.  Este futuro Ser nasceria da linhagem de Davi, e desenvolveria um ministério abençoado. Realizaria muitos milagres, curas, e divulgaria a chegada do Reino de Deus.

Jesus, através de Sua Palavra, demonstrou ser um Maravilhoso Conselheiro. Todo aquele que ouve, lê, medita sobre esta Palavra, encontra resposta para todas as suas ansiedades, dúvidas, questões. A Palavra de Deus flui como um rio do ventre de quem a aceita (João 7.38). Jesus é um Conselheiro tão maravilhoso que nos orienta em tudo que precisamos para vivermos em paz.

Deus Forte, acima deste Deus  não há nenhum outro que possamos recorrer (Is 43.2).  Pai da Eternidade, todos quantos aceitarem a Jesus Cristo como seu único e suficiente Salvador pessoal estarão com Ele para a Eternidade (Is 43.11). Príncipe da Paz, somente Jesus oferece paz, e paz em abundância (João 14.27).

Como Isaías havia predito: Jesus Cristo nasceria em Belém (Mq 5.2). Assim ocorreu o que foi profetizado. Jesus Cristo realizou um grande ministério que se prolonga até os nossos dias, e será por toda a eternidade. Toda pessoa que busca, encontra água viva para a sua alma/espírito (Ap 21.6), e pão para saciar a fome espiritual (João 6.48, 51).

Toda pessoa que aceita o Senhor Jesus em seu coração/alma/espírito, recebe o Espírito Santo de Deus. O Espírito Santo de Deus vem habitar no centro do espírito humano, daí a pessoa ser considerada filha de Deus (João 1.12). O Espírito Santo de Deus traz para a pessoa: paz, amor, fidelidade, compreensão, fraternidade, amizade, segurança e a certeza de uma vida eterna juntamente com o Senhor Jesus.

“Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se, de fato, o Espírito de Deus habita em vós. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele” Rm 8.9.

Sê forte e corajoso

Sê forte e corajoso

JosuéNo livro de Josué, lemos que o Senhor Deus falou com ele. Deu instruções para que ele fosse bem sucedido em sua missão de levar o povo judeu às terras que o Senhor mesmo prometera. Moisés havia tirado o povo judeu da escravidão do Egito. O povo vivia escravizado e judiado pelos egípcios por muitos anos. Clamaram ao Deus Eterno, e Ele ouviu a voz do seu povo. O Senhor preparou Moisés, e o enviou para que tirasse o povo do Egito e o conduzisse a uma terra que Ele mesmo preparou para fixá-lo.

Com a morte de Moisés, o Senhor passa a responsabilidade de condução do povo a Josué. O Senhor Deus disse: “Sê forte e corajoso, porque tu farás este povo herdar a terra que, sob juramento, prometi dar a seus pais”./ “Tão somente sê forte e mui corajoso para teres cuidado de fazer segundo toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para direita nem para a esquerda, para que sejas bem-sucedido por onde quer que andares”./ “Não cesses de falar deste livro da lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido”./ “Não to mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o Senhor, teu Deus, é contigo por onde quer que andares”. Josué 1.6 a 9. O povo era mui numeroso: “…cerca de seiscentos mil a pé, somente de homens, sem contar mulheres e crianças”. Êxodo 12.37. Josué alerta o povo: “Santificai-vos, porque amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vós” Js. 3.5. De todos que saíram do Egito, somente Josué e Calebe entraram na terra prometida juntamente com os que nasceram pelo caminho, que era uma multidão tão grande quanto a anterior ou maior. O povo judeu caminhou quarenta anos pelo deserto até chegar à terra prometida por Deus. Somente Josué e Calebe entraram na terra prometida, porque toda a multidão desobedeceu, duvidou, se levantou contra as ordens que o Senhor deu a Moisés e  não confiou nas promessas que o Deus Eterno havia feito.

Hoje, o Senhor nos ordena também para que sejamos fortes e corajosos na caminhada cristã, para que sejamos bem-sucedidos em tudo que fizermos. A maior bênção que temos é a presença de Jesus em nossas vidas. Deus fala conosco através de Sua Palavra. Quando o Senhor fala conosco, devemos seguir as suas instruções. O Senhor quer que sejamos salvos, que aceitemos o Senhor Jesus como nosso único e suficiente salvador pessoal. Ele nos instrui para conduzirmos outras pessoas a salvação de suas almas/espírito. Somos todos responsáveis pela  condução de muitas pessoas ao Senhor Jesus.

Cada pessoa é um Josué com a incumbência de conduzir corretamente as pessoas ao Reino de Deus. A terra prometida para nós é a Pátria Celestial, é a mansão que Jesus foi preparar  para os salvos e bem-aventurados (João 14.2). O Deus Eterno nos diz: “Sê forte e corajoso…”, leve este Evangelho, que é a Palavra de Deus, a toda criatura. Todos terão oportunidade de ouvir essa Palavra maravilhosa, mas poucos a aceitarão. Todos que a aceitarem, mudarão de vida. Começarão a receber as bênçãos prometidas pelo Deus Eterno. Não devemos cessar de falar desta Palavra milagrosa, porque não sabemos quem vai aceitá-la e tornar-se um filho de Deus (João 1.12). Ser forte e corajoso é falar a tempo e a fora de tempo, isto é, em todas as oportunidades possíveis e imagináveis.

Toda pessoa que age como Josué, que conduz o povo pelo caminho do Senhor, que observa a Palavra de Deus, e que não se desvia nem para a direita nem para a esquerda será bem-sucedida por onde quer que ande. Ser como Josué: forte, corajoso, decidido, fiel ao nosso Deus, amoroso, e que medita na Palavra do Senhor de dia e de noite, é uma bênção onde quer que a pessoa esteja.

“Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração;”/ “tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-se, e ao levantar-se” Dt 6.6 e 7.

Paulo

Paulo

PauloSaulo era o nome de um perseguidor dos cristãos. Era versado em toda lei judaica, era uma pessoa culta, mas com muito ódio dos cristãos. Ele recebia cartas dos sumos sacerdotes para prender, matar, acabar com os cristãos. Entrava nas reuniões cristãs, espalhava todos, batia, prendia, maltratava velhos, mulheres, crianças. Um dia aconteceu a morte de Estevão. Estevão era um consagrado servo do Senhor Jesus,  cheio do Espírito Santo.  Saulo segurava a sua capa enquanto os outros o apedrejavam. Enquanto o apedrejavam, Estevão pedia a Deus para que não lhes imputasse aquele pecado, porque eles não sabiam o que estavam fazendo. Estevão dizia que via os anjos de Deus subindo e descendo numa escada que chegava ao céu. Estevão morreu com semblante tranquilo, porque viu a glória celeste. Este acontecimento marcou bastante a vida de Saulo de Tarso.

Passado algum tempo, Saulo recebeu carta do sumo sacerdote para ir  a cidade Damasco acabar com uma reunião de cristãos, mas no caminho ele ouve uma forte voz que disse: “Saulo, Saulo porque me persegues?”At 9.4. Imediatamente ele responde: “Quem és tu Senhor?” At 9.5. Aí ele ficou com medo. E a voz respondeu: “Eu sou Jesus, a quem tu persegues” At 9.5. Impressionante, é que os demais que estavam com ele não entenderam  nada, apenas ouviram a voz e ficaram emudecidos.

Saulo ficou cego ao ver a luz que brilhou ao seu redor (Atos 9.8) Ele ficou com algo como umas escamas nos olhos, o que o impedia de ver. Orientado pelo Senhor,  foi levado a Damasco, onde morava um discípulo do Senhor chamado Ananias. E o Senhor orientou  Ananias como deveria proceder para com Saulo.    Ananias teve medo, pois muito ouvira falar a respeito de Saulo, mas o Senhor lhe disse: “Este é para mim um instrumento escolhido para levar o meu nome perante os filhos os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel” At 9.15.

 Ananias obedeceu ao Senhor e foi ter com Saulo. Impôs-lhe as mãos e orou com ele para que a sua visão voltasse ao normal. Em seguida, foi batizado. Ananias disse-lhe:“…Saulo, irmão,  o Senhor me enviou, a saber, o próprio Jesus,, que te apareceu no caminho por onde vinhas, para que recuperes a vista e fiques cheio do Espírito Santo” At 9.17.

O nome de Saulo foi mudado pelo Senhor, que o chamou de Paulo, cujo significado é “pequeno”, por ser ele de baixa estatura. A partir do momento que Ananias orou com ele, e impôs-lhe as mãos, as escamas foram caindo e voltando-lhe a visão At 9.12. Aí nascia o novo homem. O homem espiritual, voltado para o Senhor Jesus. Paulo passou a ser pregador da Palavra de Deus e um grande apóstolo do Senhor.

De perseguidor dos cristãos, passou a ser perseguido por causa da Palavra de Deus. Os que outrora lhe davam cartas para perseguirem os cristãos, agora o perseguiam por toda parte. Assim são as pessoas que não tem compromisso nenhum com Deus, enquanto a atitude de uma pessoa lhes interessa e vai de encontro com seus objetivos, tudo está bem. Se essa atitude contrariar as suas ordens, tudo vira no avesso, como aconteceu com Paulo. Antes, bem quisto, considerado por todos, depois perseguido até a morte. O seu ministério foi profícuo, ganhou um inúmero incontável de almas para o Senhor Jesus. Paulo deixou inúmeras cartas para o Novo Testamento. Paulo foi décimo segundo apóstolo (considerado o apóstolo dos gentios) para que levasse o Evangelho também aos gentios.

Graça e paz!.

Noemi e Rute

Noemi e Rute

EspigasNoemi era casada com Elimeleque, tinham dois filhos Malom e Quiliom. Moravam em Belém de Judá, mas houve fome sobre a terra, resolveram mudar para a terra de Moabe, e ficaram morando ali.   Morreu o marido de Noemi. Ela ficou com seus dois filhos, os quais se casaram com mulheres moabitas. O nome de uma era Orfa (esposa de Quiliom), e da outra Rute (esposa de Malom), e ficaram ali quase dez anos.

Morreram ambos e Noemi ficou desamparada de seus dois filhos. Noemi ouviu que o Senhor se lembrara do seu povo, permitindo ótimas colheitas de cereais. Então, ela resolveu retornar para o seu povo. Ela se julgava desamparada, porque não tinha mais o seu marido nem os dois filhos. Elas resolveram voltar para o seu povo. Puseram-se a caminho de volta para a terra de Judá.

Noemi aconselha as suas noras a voltarem para as suas mães. Noemi abençoou as duas, e despediu-as. As suas noras contestaram-na, mas ela as convenceu a voltar à sua parentela, para que Deus desse oportunidade a elas para que tivessem novos maridos e filhos. Noemi explica que a lei judaica era assim: se o marido falecesse, o irmão solteiro se casaria com a viúva para suscitar-lhe descendência, mas que ela (Noemi) não tinha mais  filho nem a possibilidade de ter algum no futuro, e que elas poderiam casar-se novamente. Orfa achou bom o conselho, beijou Noemi, chorou,  se despediu e voltou para a sua parentela. Porém, Rute se apegou a Noemi, e disse “… Não me instes para que te deixe e me obrigue a não seguir-te; porque aonde quer que fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus” Rt 1.16.

Rute não aceitou deixar Noemi, disse ela: “O teu Deus é o meu Deus…” irei contigo onde quer que fores. Noemi ainda tentou dissuadi-la, mas em vão. Rute não a abandonou. Chegando à sua parentela, Noemi orientou Rute como deveria proceder de acordo com a lei judaica. Rute foi colher espigas de cereais  no campo. Os campos eram de Boaz (parente de Noemi), para conseguir se manter e também a Noemi.

Um parente próximo a Noemi soube do ocorrido com ela, e que ela retornara para a sua parentela.  Soube também a respeito de Rute que não a abandonara. Este parente (era justamente o dono dos campos de cereais – Boaz) levou ao conhecimento de outro parente mais próximo, o caso de Noemi. Esse parente mais próximo não poderia cumprir a lei, algo o impedia, então Boaz cumpriu a lei casando-se com Rute.

Rute e Noemi não pensaram naquilo que Deus faria em suas vidas, elas viam pela  frente trabalho, dificuldades, talvez fome, mas o Senhor mudou a sorte de Rute e de Noemi. Noemi não abandonou o seu Deus, pelo contrário, cumpriu a lei judaica. Rute ao aceitar o Deus de Noemi, o fez de livre e espontânea  vontade, sem visar lucros, bênçãos, apenas creu. Elas foram ricamente recompensadas pelo seu Deus maravilhoso.

Tempos depois, Rute dá a luz a Obede. Noemi teve um belo lar juntamente com Rute e Boaz, e um netinho para embalar nos braços. Seu filho (Malom) que fora casado com Rute teve descendência como previa a lei judaica. Noemi e Rute tiveram uma excelente vida e família.

Toda a pessoa que opta pelo Deus Verdadeiro, tem bênçãos sem medida, e esse Deus maravilhoso prepara o caminho da pessoa de tal maneira, que a pessoa fica como quem sonha. (Sl 126.1). Ninguém faz sombra na vida de um filho de Deus. Rute entrou para história bíblica como a pessoa que creu e confiou no Deus de Noemi. Obede mais tarde entra para a  linhagem de Davi foi o avô de Davi. E o Deus de Noemi é o mesmo nosso Deus que realiza maravilhas em nosso meio.

Graça e Paz!

José do Egito

José do Egito

José do Egito 2

José nos deixou uma linda história de bênçãos e de presença de Deus em sua vida. Em tudo e por tudo admiramos o que Deus realizou na vida deste Seu servo. José era filho de Jacó. Jacó tinha muitos filhos, mas José era filho de sua velhice, por isso Jacó tinha um carinho muito especial por ele.

Os irmãos pensavam que o pai amava mais a José do que a eles, mas Jacó os amava igualmente.  Os irmãos de José eram pastores de ovelhas, levavam as ovelhas e o gado de Jacó a uma pastagem distante de sua casa. Um dia Jacó pede a José que vá até o campo onde seus irmãos estavam para saber se estavam bem. Porque os pastores de ovelhas iam muito longe para achar pastagem para os animais. Os irmãos tinham muita inveja de José, e não gostavam dele, porque sempre ele falava a verdade a seu pai, a respeito do que os irmãos faziam de errado.

Um dia José teve um sonho interessante e contou-o aos irmãos. Eis o sonho:“Atávamos feixes no campo, e eis que meu feixe se levantou e ficou em pé; e os vossos feixes o rodeavam e se inclinavam perante o meu” Gn 37.7.  Seus irmãos ficaram muito irados,  porque achavam que José iria dominá-los, assim, mais o odiavam. Algum tempo depois José teve outro sonho. Eis o outro sonho: “Sonhei também que o sol, a lua e onze estrelas se inclinavam perante mim” Gn 37.9.  O seu pai repreendeu-o, retrucando: “Acaso viremos, eu e tua mãe e teus irmãos, a inclinar-nos perante ti em terra?”. Gn 37.10.

Assim, um dia, o pai envia-o a seus irmãos no campo, para ter notícias deles. “De longe o viram, e antes que chegasse, conspiraram contra ele, para matá-lo” Gn 37.18. Depois de entrarem num acordo, sem matá-lo, desceram-no em uma cisterna sem água, mas era funda, não havia meio para sair de lá sozinho.  O irmão mais velho decidira assim, para que os demais não o matassem, e ele pensava em retirá-lo de lá mais tarde.

Mas passando uma caravana de Ismaelitas, seus irmãos resolveram tirá-lo da cisterna e vendê-lo à caravana.  Assim, foi José vendido para o Egito.  Seus irmãos roubaram-lhe a túnica, que o pai lhe havia feito, e mataram um animal, e embeberam a túnica com o sangue do animal e levaram-na ao pai dizendo que um animal feroz havia devorado a José. Jacó sofreu terrivelmente com o acontecido. “José foi levado ao Egito, como escravo, e Potifar, oficial de Faraó, comandante da guarda, egípcio, comprou-o dos Ismaelitas que o tinham levado para lá” Gn 39.1.

“O Senhor era com José, que veio a ser homem próspero; e estava na casa de seu senhor egípcio” Gn 39.2. Tudo que José fazia, o Senhor fazia-o prosperar. Potifar viu que o Senhor Deus era com José, então lhe entregou a direção de sua casa, e de tudo quanto possuía. Um dia, a mulher de Potifar pôs os olhos em José, achou-o muito bonito, atraente, começou a cobiçá-lo, e a convidá-lo para que se deitasse com ela. Mas José era justo, fiel o seu Deus, recusou-a.

Ela arquitetou planos para incriminá-lo, até que um dia ela pegou-o pela capa, e ele escapou deixando a capa para trás. Ela então gritou, e acusou-o de insultá-la, ou não respeitá-la.

A mentira vingou, e José foi parar na prisão, mas o Senhor lhe foi benigno “O Senhor, porém, era com José, e lhe foi benigno, e lhe deu mercê perante o carcereiro; / o qual confiou às mãos de José todos os presos que estavam no cárcere; e ele fazia tudo quanto se devia fazer ali” Gn 39.21,22. Mesmo na prisão o Senhor era com José, e fazendo dele o melhor dali. Ali na prisão havia dois presos de Faraó: um era o copeiro-chefe e o outro padeiro- chefe. Todos os presos estavam sob a guarda de José.  “Ambos sonharam, cada um o seu sonho, na mesma noite; cada sonho, com a sua própria significação, o copeiro e o padeiro do rei do Egito, que se achavam encarcerados” Gn 40.5.

José interpretou o sonho do copeiro-chefe, e este foi restituído ao seu cargo antigo, junto a faraó. José lhe recomendara que se lembrasse dele, quando estivesse junto a Faraó, porque ele queria sair dali. Ele se justificou que não fizera nada de errado para estar ali confinado. Mas o copeiro-chefe se esqueceu da recomendação, e o tempo passou. José interpretou também o sonho do padeiro-chefe, mas este não tivera a mesma sorte de seu amigo. O padeiro-chefe fora enforcado.

“Passados dois anos completos, Faraó teve um sonho. Parecia-lhe achar-se ele de pé junto ao Nilo” Gn 41.1. Faraó sonhou com sete vacas gordas, bonitas, fortes, que pastavam tranquilamente. De repente, surgem sete vacas magras, feias, fracas, que devoravam as vacas gordas. Mas, não mudava o seu aspecto de magreza, feiúra. Faraó ficou com o espírito perturbado. Dormiu, sonhou que, de uma mesma haste saiam sete espigas cheias e boas. De repente, surgem sete espigas mirradas que devoravam as boas. Faraó contou o sonho a todos os magos do Egito, mas ninguém pode interpretá-lo.

Faraó estava com o espírito perturbado porque ninguém conseguia interpretar o seu sonho, quando o copeiro-chefe se lembra de um jovem hebreu, servo do comandante da guarda, que estava na prisão com eles, e que interpretara os sonhos dele e o do padeiro-chefe, e fala a respeito dele o faraó. Faraó manda chamá-lo. José se apresenta a faraó e interpreta o seu sonho: “As sete vacas boas serão sete anos; as sete espigas boas, também são sete anos; o sonho é um só./ As sete vacas magras e feias, que subiam após as primeiras, serão sete anos, bem como as sete espigas mirradas e crestadas do vento oriental serão sete anos de fome” Gn 41.26,27.

José recomenda a Faraó que escolha um homem ajuizado e sábio, e ponha sobre a terra do Egito. Os administradores deveriam ajuntar a quinta parte dos frutos da terra do Egito nos sete anos de fartura. Os administradores deveriam ajuntar toda a colheita dos bons anos que viriam, e recolhessem o cereal debaixo do poder de Faraó, para mantimento nas cidades, e que o guardassem. Assim, o mantimento seria para abastecer a terra nos sete anos de fome que haveria no Egito; para que a terra não perecesse de fome.

O conselho foi agradável a Faraó e a todos os seus oficiais. Faraó disse a seus oficiais: “Acharíamos, porventura, homem como este, em quem há o Espírito de Deus?” Gn. 41.38. Depois, disse Faraó a José: Visto que Deus te fez saber tudo isto, ninguém há tão ajuizado e sábio como tu” Gn 41.39. Faraó tomou uma decisão sábia, e disse a José: “Administrarás a minha casa, e à tua palavra obedecerá todo o meu povo; somente no trono eu serei maior que tu”./ “Disse mais Faraó a José: Vês que te faço autoridade sobre toda a terra do Egito”. / “Então, tirou Faraó seu anel de sinete da mão e o pôs na mão de José, fê-lo vestir roupas de linho fino, e lhe pôs ao pescoço um colar de ouro”. / E o fez subir ao seu segundo carro, e clamavam diante dele: Inclinai-vos! Desse modo, o constituiu sobre toda a terra do Egito”./ “Era José da idade de trinta anos quando se apresentou a Faraó, rei do Egito, e andou por toda a terra do Egito”.  Gn. 41.39 a 44.

José começou o seu trabalho. Construiu grandes e espaçosos galpões em cada cidade e guardou  o mantimento do campo ao redor de cada cidade. O cereal foi guardado na mesma cidade que era recolhido. José reservou o máximo de cereal possível , pois a terra produziu abundantemente. José ajuntou todo o mantimento que houve na terra do Egito durante os sete anos e o guardou nas cidades.

Faraó lhe deu por mulher Azenate, filha de Potífera, sacerdote de Om. Azenate deu a luz a dois filhos: Manassés (“Deus me fez esquecer-se de todos os meus trabalhos e de toda a casa de meu pai” Gn 41.51), e Efraim (“Deus me fez próspero na terra da minha aflição” Gn 41.52).   Passados os sete anos de fartura, começaram os sete anos de fome, como José havia predito. Toda a terra do Egito  começou a sentir fome, e o povo clamou a faraó por pão: “… e Faraó dizia a todos os egípcios: Ide a José; o que ele vos disser fazei” Gn 41.55b. Havendo fome por toda parte, José abriu os celeiros e vendia aos egípcios. Todas as terras vinham ao Egito, para comprar de José. Como a fome assolava o Egito, Jacó e seus filhos também sentiram a fome.

Jacó enviou seus filhos para que comprassem cereais do Egito.  Jacó enviou todos os seus filhos, menos Benjamim, a caçula, com receio que lhe acontecesse algum desastre, como acontecera ao filho José.  Os filhos de Jacó vieram e se prostraram com o rosto em terra, perante José. José vendo a seus irmãos, “… reconheceu-os, porém não se deu a conhecer, e lhes falou asperamente, e lhes perguntou: Donde vindes? Responderam de Canaã, para comprar mantimento” Gn 42.7b.  José os reconheceu, porém, eles não o reconheceram.

José se lembrou dos sonhos que tivera, e lhes disse: “Vós sois espiões e viestes para ver os pontos fracos da terra”. Gn 42.9.  Negaram veementemente, dizendo que eram apenas seus servos que vieram comprar mantimento, e se justificaram que eram filhos do mesmo homem, que eram honestos, e que eram servos e não espiões. José, porém endureceu, acusando-os de espiões. Eles, porém, se defendiam, afirmando: “Nós, teus servos, somos doze irmãos, filhos de um homem na terra de Canaã; o mais novo está hoje com nosso pai, outro já não existe” Gn 42.13.

José endureceu novamente: “… são espiões” Gn 42.14. José quis prová-los e não os deixou partir sem antes prometer trazer o irmão mais novo. José mandou prendê-los, e apenas um voltaria e traria o irmão. José continua acusando-os de espiões, e os meteu na prisão por três dias. No terceiro dia, José os libertou, e ficou com apenas um preso, para que os demais pudessem levar o cereal para suprir a fome em suas casas. Há um momento em que os irmãos são conscientizados do mal que fizeram ao seu irmão, então vem uma grande angústia da alma. Rubens recordou o que dissera aos irmãos quando estes fizeram mal a José, e concluíram que o sangue do irmão estava clamando contra eles. José tomou a Simeão dentre eles e o algemou na presença deles.    José ordenou que lhes enchessem os sacos de cereal, e lhes restituíssem o dinheiro, a cada um no seu saco, e os suprissem de comida para o caminho; e assim lhes foi feito.

Já a caminho de volta, pararam para dar alimento aos animais, descobriu o dinheiro, cada um no seu saco. Quando um deles notou o dinheiro no saco, desfaleceu-lhes o coração, e atemorizados, entreolhavam-se, dizendo: “… Que é isto que Deus nos fez?” Gn 42.28b. Os irmãos contaram todo o acontecido a Jacó, contaram também como foram tratados asperamente pelo senhor da terra, e como prendera Simeão.

Jacó ouvira todo o relato dos filhos, e ficou entristecido porque José já não estava com ele, e Simeão estava preso, então ele não permitiu que levassem Benjamim com eles. A fome persistia gravíssima na terra, e necessitando de mais cereal, Jacó ordenou que seus filhos voltassem ao Egito para comprar mais cereal. Após muitas argumentações, de que o senhor da terra não os receberia, nem permitiria que vissem seu rosto, Jacó permitiu que levassem a Benjamim, e também dinheiro em dobro, porque ele acreditou que haviam errado ao deixar o dinheiro no saco de cada um.  Assim, os homens tomaram os presentes, o dinheiro em dobro e a Benjamim; levantaram-se, desceram ao Egito e se apresentaram perante José.

“Vendo José a Benjamim com eles, disse ao despenseiro de sua casa: Leva estes homens para casa, mata reses e prepara tudo; pois estes homens comerão comigo ao meio-dia”.  O despenseiro fez como José lhe ordenara, levando os homens para a sua casa. Eles tiveram medo, porque foram levados para a casa de José. José oferece uma lauta refeição aos seus irmãos, mas estes não o reconheceram.

José usa de um estratagema para deter seus irmãos: ele manda colocar novamente o dinheiro de volta no saco de cereal de cada um, e no saco de Benjamim manda colocar também a taça de ouro com a qual ele bebe seu vinho. Ele manda o mordomo atrás deles, e vistoria os sacos e encontra a taça no saco de Benjamim. José tenta prendê-lo, mas Judá faz uma grande defesa, contando tudo que poderia acontecer ao seu velho pai, caso Benjamim ficasse para trás.

José não suporta mais ficar na presença dos irmãos sem ser reconhecido, ele dá-se a reconhecer e diz: “Eu sou José; vive ainda meu pai? E seus irmãos não lhe puderam responder, porque ficaram atemorizados perante ele” Gn 45.3. “… Eu sou José, vosso irmão, a quem vendestes para o Egito” Gn 45.4b.  José ordena que eles desçam e conte ao pai que ele está vivo, e ele é o senhor de toda terra do Egito: “Anunciai a meu pai toda a minha glória no Egito e tudo o que tendes visto; apressai-vos e fazei descer meu pai para aqui” Gn 45.15.

Faraó ouve falar dos irmãos de José e isto agradou tanto a Faraó com os seus oficiais.  Faraó ordenou que se preparassem carros, mantimento para o caminho, cereal, e ordenou que trouxessem a Jacó e todos de suas famílias. Faraó disse também que não se preocupassem com nada, porque eles teriam o melhor da terra.  Jacó ficou atônito com a notícia de que José vivia. Quando viu que a notícia era verdadeira a sua alma reviveu. Jacó e toda a sua família desceram para o Egito.

E habitaram em Gósen. Faraó não só permitiu que habitassem em Gósen, como convidou alguns dos irmãos de José para que tomassem conta do seu próprio gado. Jacó se apresentou a Faraó, e Faraó se agradou da presença de Jacó. Jacó abençoou Faraó e saiu de sua presença. José sustentou o seu pai, seus irmãos e suas famílias durante todo o período de fome que aconteceu no Egito.

Passado algum tempo Jacó adoece, e os seus filhos comunicam a José. José foi ter com seu pai e leva os dois filhos com ele: Manassés e Efraim. Jacó abençoa não só a José, mas os seus dois filhos também. José foi governador do Egito até o fim de sua vida. José viveu cento e dez anos. Gn 50.26. Após a morte de Jacó, seus filhos ainda tentaram mentir para José, dizendo que o pai mandara falar que ele (José) perdoasse a seus irmãos do mal que lhe haviam feito. José chorou enquanto lhe falavam. “Depois, vieram também seus irmãos, prostraram-se diante dele e disseram: Eis-nos aqui por teus servos” Gn 50.18. O seu sonho profético se cumpriu.

Toda inveja e todo ódio que seus irmãos tinham, foram transformados em bênçãos e vitórias para José. José viveu seus dias da melhor maneira possível. Sempre debaixo dos cuidados e das bênçãos de Deus. Foi reconhecida a sua capacidade por alguém (nada menos que o Faraó do Egito) que soube valorizar a pessoa incrível que era José. Assim, Deus trabalha a vida dos que lhe são fiéis. José era fiel diante de Deus. Quanto aos invejosos, permanecem na sua inveja, seu ódio pelos que são abençoados por Deus.

Assim, aconteceu a Caim: “Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo” Gn 4.7. Se os irmãos de José procedessem bem diante de Deus, sendo fiéis, tementes ao Senhor, eles não teriam grandes bênçãos em suas vidas também? Sem sombra de dúvidas que sim.  O plano de Deus na vida de José se cumpriria de qualquer forma, não seria necessário que seus irmãos o vendessem como escravo ao Egito. Eles poderiam escrever a história de maneira diferente. Usufruindo do Amor de Deus em suas vidas. Deus tem “n” maneiras de realizar os acontecimentos. Quanto a nós façamos tudo de acordo com a Sua santa e bendita vontade – amando-nos uns aos outros como o Senhor nos amou primeiro. 1 João 4.19.

Filho pródigo

Filho pródigo

Filho PródigoLucas 15.11 a 32

Esta parábola traz a ideia de quanto é valorizada a responsabilidade pessoal de cada ser humano. A Palavra de Deus nos ensina que a responsabilidade é pessoal e uma pessoa não pode assumir os erros de outra, nem um pai assumir o erro de um filho (Dt 24.16). Na referência bíblica, o filho pede ao pai a sua parte na herança. O pai não discute e, imediatamente, entrega a parte que lhe cabe. Isto mostra o quanto uma pessoa tem de livre arbítrio.

A pessoa é livre para deixar a companhia do Pai, e gastar o seu tempo, sua oportunidade de fazer o bem ao próximo, de amar verdadeiramente o próximo, gozar das delícias na companhia do Pai, e ser um herdeiro no Reino do Pai. Quando este filho gasta tudo quanto tem, e se vê com fome, mal vestido, sem dinheiro, na miséria, ele se lembra da casa do Pai. Ele diz: na casa de meu Pai todos tem alimento, vestimenta, vida boa, então, irei ter com meu Pai para que eu seja admitido como um de seus empregados. Ele partiu em busca do perdão do Pai.

Quando o Pai o avista ao longe, fica muito feliz, e corre abraçá-lo e beijá-lo. Ele pede perdão ao Pai e é perdoado. O Pai, então,  ordena a seus empregados que matem um novilho para cearem, manda trazer vestes de linho fino, anel para o seu dedo e sandálias para os seus pés. O Pai alegrou-se sobremaneira com o seu retorno. Comiam alegremente na casa do Pai, quando o outro irmão chega do campo, e ao longe ouve música, risos, festa e muita alegria na casa do Pai. Fica indignado, e pergunta aos empregados que festa era aquela. Eles explicaram que o seu irmão voltara. E que seu Pai o recebera com muita alegria.

Ele vai pedir explicação ao Pai, e diz: este teu filho saiu de casa, levou sua parte na herança, gastou tudo quanto tinha, e ainda é recebido com festa? O Pai bondosamente explicou que o filho que estava perdido, voltou para a sua companhia, que estava morto em seus pecados, reviveu. O irmão ainda disse ao Pai, que ele sempre esteve com o Pai, e ele (Pai) nunca lhe fizera uma festa, nunca tinha dado um único cabrito para ele realizar uma festa para os seus amigos. Faltou sabedoria a este filho, não era necessário ter ciúmes do irmão, uma vez que a sua herança estava guardada onde a traça não corrói, nem a ferrugem destrói (Mt 6.19).

O Pai, então, lhe disse: Filho, tudo que é meu é teu, se nunca fizeste uma festa é porque você não quis. Este filho sempre estivera com o Pai, guardou seus galardões, sua vida pautada pelo modo que o Pai queria, mas quando ele retruca ao Pai a seu respeito, ele não teve o alcance de perceber que a vida junto ao Pai é sempre uma festa, porque ele está sempre perto do Pai, gozando das bênçãos, da intimidade, da segurança, do amor, da proteção, do Pai.

O Pai se comunica com seus filhos através de gemidos inexprimíveis (Rm 8.26b). A diferença entre o filho pródigo da parábola e o outro filho, é: o filho pródigo volta, e tem o perdão do Pai, mas não tem mais herança, porque gastou todo o seu tempo com coisas inúteis, coisas do mundo, vivendo totalmente contrário a vontade do Pai, fazendo a vontade do inimigo das almas.

E bens espirituais (galardões, honestidade, resposta de oração, oração, comunicação com o Senhor, santificação, amor ao próximo, visitas aos enfermos, oração com os enfermos, oração com os atribulados, pregação da palavra de Deus, trabalhos na casa do Senhor para cooperar com aqueles que ainda não se converteram, e aqueles que se converteram crescer na fé, no conhecimento, confraternização com os irmãos, estes são alguns itens que a pessoa que usa mal a sua herança (tempo) e a gasta erradamente) não se transmite de uma pessoa para outra.

A parábola que Jesus transmitiu foi espiritual, porque se Deus é Espírito, importa que seus adoradores, O adorem em Espírito e Verdade (João 4.23). Tudo que é de Deus é espiritual, tudo que é material, é do mundo. O material fica no mundo e o espiritual volta a Deus.

O Pai está sempre presente na vida dos filhos. Como é bom ter comunicação com Deus. Ele transmite sua mensagem aos nossos ouvidos (no profundo de nossos espíritos). Outras vezes Deus transmite a Sua mensagem através de sonhos (os sonhos proféticos só acontecem quando é da vontade de Deus, e acontece mui raramente).

Graça e Paz!

As muitas águas…

As muitas águas…

águas 2Cântico 8.7 – “As muitas águas …”

“As muitas águas não poderiam apagar o amor, nem os rios, afogá-lo: ainda que alguém desse todos os bens da sua casa pelo amor, seria de todo desprezado”. Ct 8.7. 

O Amor de Deus é tão grande, que nada pode ser comparado a ele. A beleza do Amor de Deus é ímpar, é singular. Somente Deus pode entender e aplicar o Seu amor ao ser humano. Deus criou o ser humano e o colocou no paraíso, mas nem assim o ser humano foi grato pelas bênçãos maravilhosas que recebera do Senhor. Na primeira oportunidade fez o que era contrário ao Amor de Deus.

Se o ser humano parasse e pensasse o quanto Deus o ama, seria totalmente diferente. Só pelo motivo de levantar-se com saúde, com vida, disposto a fazer tantas coisas durante o dia, ele deveria ser grato. Mas o que encontramos muitas vezes são  pessoas revoltadas, mal-agradecidas, outras ateias, dizendo que Deus não existe. A misericórdia de Deus é a causa de não sermos destruídos (Lm. 3.22,23,24).

As muitas águas não poderiam apagar esse Amor tão grande de Deus pelo ser humano. Muitas águas simbolizam povos, nações e línguas (Ap. 17.15). Por mais que as pessoas querem destruir os feitos de Deus, por mais que inventem histórias erradas sobre Jesus Cristo e sua vida, por mais que critiquem os que se dedicam a levar a boa palavra às pessoas que ainda não conhecem, os que oram intercedendo por um enfermo desesperançado de cura, ou pessoas atormentadas ou oprimidas pelo maligno, pessoas que necessitam de uma palavra de conforto, de carinho, de compreensão, pessoas enfermas que necessitam de uma visita, de uma oração, de uma palavra boa, pessoas que estão à beira do abismo de desespero, pessoas que não necessitam de nada material, mas necessitam de tudo espiritual, não conseguem destruir o Amor de Deus pelas pessoas em geral. Essas pessoas críticas não tem noção do mal que causam a sociedade. Deveriam instruir-se no conhecimento espiritual e viver em paz com Deus.

Quanto serviço tem uma pessoa dedicada à palavra de Deus. A Palavra de Deus transmite o Amor de Deus, o conforto espiritual, muitas vezes a cura de enfermidade espiritual e algumas vezes a cura de enfermidades físicas, leva paz, conscientização da necessidade de se buscar a Deus em Espírito e Verdade.

Mesmo que a pessoa desse tudo o que possui, mesmo o maior possuidor de bens materiais, o Amor de Deus está acima de tudo: “…ainda que alguém desse todos os bens da casa pelo Amor seria de todo desprezado”. Nada, mas nada mesmo pode comprar uma só bênção do Senhor. Porque tudo o que de Deus é espiritual, não se compra o espiritual com bens materiais.

Deus não faz acepção de pessoas (Ef 6.9b). Perante Deus todos são iguais, porque a alma/espírito de todos são iguais; não há um melhor e outro pior; um tem muitos bens materiais e outro não tem nada. O que nos diferencia perante Deus é a nossa santificação, e a santificação é espiritual.

“Bramam nações, reinos se abalam; ele fez ouvir a sua voz, e a terra se dissolve” Sl. 46.6. Todos que confiam em seus bens materiais viverão momentos em que bramarão e não serão ouvidos, muitos se abalarão, mas o Senhor fará  a Sua voz e a pessoa se dissolve, isto é, será vencida e os seus bens ficarão inertes, sem utilidade, de nada servirão para comprar bênçãos do Senhor da Glória. Graça e Paz!

Ana, a vencedora

Ana, a vencedora

Ana

Ana era casada com Elcana. Ela sofria muito porque não tinha nenhum filho. O tempo passava e Ana via suas possibilidades se esvanecerem. Elcana era casado também com Penina, a qual tinha vários filhos e ficava fustigando Ana porque não tinha nenhum. Ana chorava muito, e cobrava do marido devido às caçoadas de Penina. Elcana amava Ana, então ele lhe dizia: não valho eu mais que uma dúzia de filhos? Sou Deus por acaso, para resolver a respeito de filhos?  Elcana era muito bom para Ana, e procurava compensar a ausência de filhos.

Um dia, Ana foi à sinagoga (igreja) e orou muito. O sacerdote Eli julgou-a embriagada, porque ele só via os seus lábios se mexerem por muito tempo, mas Ana não estava embriagada, ela estava falando com Deus. Porém, Eli a admoestou porque não sabia o que estava acontecendo. O tempo passou, e Ana voltou até o sacerdote Eli e disse: “Por este menino orava eu…”. O Senhor atendeu ao pedido de Ana e mandou-lhe um belo garoto que se chamou Samuel.

Como Ana prometera ao Senhor, quando desmamou o menino, trouxe-o para o templo para que crescesse nos ensinamentos do sacerdote Eli, e  Eli lhe ensinava a Palavra de Deus. Então Ana deixou seu filho  Samuel com o sacerdote.  O menino crescia saudável e auxiliando no templo. Samuel era muito pequeno quando o Senhor começou a falar com ele. O Senhor o chamava: Samuel! Samuel! Ele respondia prontamente: “Eis-me aqui Senhor!”. Ele pensava que quem o chamava era Eli. O Senhor continuava a chamá-lo, até que Eli o orientou para que respondesse: “Fala Senhor que o teu servo ouve”. Samuel era muito pequeno quando falava com Deus. Ana teve outros cinco filhos, ficou repleta de bênçãos e via Samuel crescendo na graça, na sabedoria e na estatura. Ana tinha motivos suficientes para agradecer a Deus.

Samuel se transformou no grande profeta Samuel, que escreveu dois livros da Bíblia Sagrada. Ana foi abençoada, e sua história ficou gravada na Palavra de Deus, como de uma pessoa vencedora, abençoada, amada. Toda pessoa que dá ouvidos ao Deus da glória, só tem bênçãos, sucesso na vida presente e a glória no por vir.

Deus deixa envergonhado o que procura o mal para os seus semelhantes, mas abençoa poderosamente os que O procuram para o bem de seus semelhantes. Graça e Paz!

A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém

A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém

Jumentinho  2Jesus estava com seus discípulos a caminho de Jerusalém, e  ao aproximar-se de Betfagé e de Betânia, junto ao monte das Oliveiras, disse a dois de Seus discípulos: “Ide à aldeia fronteira e ali, ao entrardes, achareis preso um jumentinho que jamais homem algum montou, soltai-o e trazei-o”  Lc 19.30.  Os discípulos argumentaram que se o dono dele não aceitasse, Ele lhes disse: “Diga que o Senhor precisa dele”. Seus discípulos fizeram como Jesus lhes ordenara, e encontraram o jumentinho, e ao desamarrá-lo seus donos os contestaram, mas eles fizeram como o Senhor os havia instruído.

Assim, trouxeram o jumentinho ao Senhor. Ele prosseguiu viagem montado no jumentinho. Jumentinho é um animalzinho muito teimoso, quando ele empaca num lugar, ninguém consegue retirá-lo dali, e o jumentinho que nunca foi montado, ninguém consegue montar ou ficar em cima dele por algum tempo. Jesus estava fazendo analogia do jumentinho com as pessoas de maneira geral, que nunca se deixaram dominar pelo Rei da Glória. Somente depois do toque do Espírito Santo de Deus, isto é, somente depois que Jesus os envolve com Seu poder, as pessoas se tornam dóceis como aquele jumentinho que entrou com Jesus em Jerusalém (Jerusalém significa Cidade Santa). O jumentinho por mais rebelde que fosse se tornou muito manso, e levou o Senhor Jesus à Jerusalém.

Ao entrar em Jerusalém, e aproximando-se do monte das Oliveiras, toda a multidão passou jubilosa, a louvar a Deus em alta voz, por todos os milagres que tinham visto. “Bendito é o Rei que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas maiores alturas! Lc 19.38. Assim, era transmitida a mensagem que Jesus Cristo era o Rei.

Outra mensagem era: O Senhor precisa dele (do jumentinho). Quando Jesus se refere a si próprio, refere-se como Juiz (Deus, Supremo Juiz), e não como filho do homem (ou seja, 100% homem e 100% Deus). A mensagem: Diga que o Senhor precisa dele – isto é, Jesus é Senhor de tudo e de todos, não há contestação, não há mudança, o Senhor ordena, o Senhor é Rei, é Juiz. Esta passagem bíblica mostra Jesus referindo ao Seu Reino vindouro, e ao Seu julgamento – Ele é Juiz.

A próxima vinda do Senhor será como Juiz, e não mais como filho do homem, nascer numa manjedoura, crescer como carpinteiro, realizar um ministério de milagres, morrer numa cruz, derramar Seu sangue para a salvação de todo aquele que nEle crê. A vinda gloriosa do Senhor Rei e Juiz será maravilhosa. Os salvos e bem-aventurados encontrarão com o Senhor nos ares, e ganharão as bênçãos prometidas por Ele. Caso contrário, a pessoa sofrerá as penalidades constantes na sua Palavra.

As pessoas colocaram vestes, folhas, ramos e flores no caminho, por onde Jesus ia passar, e gritaram: Hosana nas maiores alturas!  Aquele mesmo povo, dias mais tarde, gritou: crucifica-o, crucifica-o. Quando ao povo foi dado escolher entre Cristo e Barrabás (Cristo representava a salvação, a vitória do homem sobre o pecado, a alegria de ser salvo da condenação eterna, as bênçãos maravilhosas que Ele tem para dar). Ao passo que, Barrabás representava o pecado, o homicida, o ladrão, o corrupto, o sem escrúpulos, os sem caráter, estava preso e condenado.  O povo mesmo assim escolheu Barrabás. Continua escolhendo Barrabás, no seu dia-a-dia. É bem mais fácil ficar com Barrabás, nada é proibido, tudo é lícito ao homem comum.

Assim, o Senhor da Glória nos transmitiu a sua mensagem: antes não éramos povo, éramos rebeldes, “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;/ vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia” 1 Pe 2.9,10. Deixamos de ser jumentinhos teimosos, indomáveis, mas agora somos mansos (mansos – aqueles que aceitam de bom grado a Palavra de Deus, que reconhece que por si só não conseguem agradar a Deus) e, como aquele jumentinho, aceitamos a ordem, o envolvimento, a proteção, o amor, as bênçãos do Senhor, e  em paz entraremos na mansão celestial preparada para os salvos e bem-aventurados.

Graça e Paz!