Browsed by
Mês: junho 2014

Jesus ungido por Maria em Betânia

Jesus ungido por Maria em Betânia

Jesus ungido... 5João 12.1-11

“Seis dias antes da Páscoa, foi Jesus a Betânia, onde estava Lázaro, a quem Ele ressuscitara dentre os mortos” v. 1.

Jesus foi convidado para uma ceia na casa de Lázaro, Marta e Maria.  Marta servia a todos com muita alegria. Lázaro (a quem Jesus ressuscitara dos mortos) era um dos que estavam à mesa. Enquanto ocorria a reunião e os convivas conversavam, trocavam idéias, aconteceu que: “… Maria, tomando uma libra de bálsamo de nardo puro, mui precioso, ungiu os pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos; e encheu-se toda a casa com o perfume do bálsamo” v. 3.

O bálsamo de nardo puro era uma essência caríssima, porque além de ser um excelente perfume, era também mui raro. Nesta casa havia o bom cheiro da comida que estava quase pronta e o excelente perfume de nardo puro. O cheiro da comida representando a parte material, orgânica, necessária para a nossa alimentação orgânica, manutenção da saúde, do bem estar físico. E o excelente perfume de nardo puro representando a parte espiritual, que é Jesus. “Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo, tanto nos que são salvos como nos que se perdem” 2 Co. 2.15.

O bom cheiro do nardo cobriu todo o cheiro da comida, porque o alimento espiritual (Jesus) é superior a qualquer comida orgânica. É um alimento que passa para a eternidade, e fortalece a vida de quem o tem. O bom cheiro de Jesus reflete na vida daqueles que o seguem. Onde há um servo do Senhor Jesus, ali há bênçãos, bem-estar, boas conversas, ensinamentos, testemunhos, paz, harmonia, amor. O alimento espiritual é muitas vezes superior ao alimento orgânico, material para a manutenção da vida. Necessitamos de ambos para a nossa sobrevivência.

Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, o que estava para traí-lo, disse: “Por que não se vendeu este perfume por trezentos denários e não se deu aos pobres?” v. 5. Judas não estava preocupado com os pobres, mas com o dinheiro que pegaria do perfume, pois ele tinha a bolsa (o dinheiro, era uma espécie de tesoureiro) que tirava o que se colocava nela. Dizia isso porque era ladrão. Judas esteve tão perto do Senhor Jesus, mas não caminhou com Ele. Antes O traiu por algumas moedas.

A diferença entre Maria e Judas é: Maria amava o Senhor Jesus de todo o seu coração, de todo o seu ser. Queria fazer o melhor para o Senhor, agradá-lo. Ela sabia que o Senhor Jesus era tudo que ela queria para a sua vida, e no futuro habitar no paraíso celeste juntamente com Ele e todos os salvos. Judas por sua vez era uma pessoa desonesta, ladra, vil, que pensava única e exclusivamente no material.

Ele passou por cima do Senhor Jesus, entregando-O aos judeus que queriam prendê-lo e matá-lo. Judas andou junto com Jesus, testemunhou os milagres que o Senhor fez, sentiu a Sua presença cada dia que passou com o Senhor; vivenciou a bondade do Mestre, mas não se converteu, não aceitou o sacrifício de Jesus na cruz do calvário. Não se salvou, embora estivesse tão próxima a salvação de sua alma imortal. Judas era e é o tipo de pessoa que se diz ateia, ou que super valorizava as coisas materiais, o mundo incrédulo. Nem mesmo com o Senhor Jesus caminhando junto, comendo junto, ensinando a Palavra de Deus, dando-lhe toda a atenção, ainda assim ele preferiu ficar com o mundo incrédulo e toda espécie de delitos. Mas durou pouco o seu amor ao dinheiro, ao mundo, logo veio o remorso (remorso não é arrependimento, é apenas um sentimento muito forte) que o levou ao suicídio. O que ele aproveitou de todos os seus feitos?

Jesus, entretanto, a respeito do perfume, disse: “Deixa-a! Que ela guarde isto para o dia em que me embalsamarem; porque os pobres, sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre me tendes” vs. 7,8.  Era costume de a época embalsamar ou ungir o corpo do morto com bálsamos antes de enterrá-lo. Assim Jesus fez referência a sua morte que estava próxima. Jesus disse que nem sempre os discípulos O teriam com eles, porque o Senhor morreria e ressuscitaria e voltaria para junto do Pai. Eles não O teriam fisicamente aqui. E os pobres sempre eles os teriam por perto. Jesus deixou de estar fisicamente com os discípulos, e com os demais que O acompanhavam, mas Ele estava e está espiritualmente presente na vida de cada pessoa que se converte a Ele, e caminha em direção às mansões celestiais.

“O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, poderoso para salvar-te; ele se deleitará em ti com alegria; renovar-te-á no seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo” Sofonias 3.17.

Graça e Paz!

O plano para tirar a vida a Jesus

O plano para tirar a vida a Jesus

O plano para tirar a vida a JesusJoão 11.47-57

Quando os principais sacerdotes e os fariseus ficaram alarmados com os grandes sinais que Jesus fazia, convocaram o Sinédrio (nome dado ao mais alto tribunal dos judeus, que se reunia em Jerusalém; ou suprema corte judaica – Mt.  26.59) para avaliarem os grandes sinais (milagres) de Jesus. Os judeus estavam preocupados porque aqueles sinais somente Deus poderia fazê-los.

A inveja e a preocupação deles era tão grande que se manifestara procurando tirar Jesus do meio da multidão, ou seja, afastá-lo de uma vez por todas. Estavam preocupados com os seus altos cargos, suas fortunas, suas posições na sociedade. E se o povo cresse e seguisse a Jesus, eles seriam totalmente dispensáveis. Tendo em vista os últimos acontecimentos,  resolveram agir contra o Senhor Jesus. Inventaram grandes mentiras para ter com que O condenar.

Caifás que era sumo sacerdote aquele ano, advertiu-os, dizendo: “Vós nada sabeis” v.49b. Caifás profetizou que um homem havia de morrer pela nação, “e não somente pela nação, mas também para reunir em um só corpo os filhos de Deus, que andam dispersos” v 52.  Este homem era exatamente Jesus. Caifás não disse isto por si mesmo, mas foi revelado por Deus através dele.

Desde aquele dia, resolveram tirar a vida a Jesus. Eles queriam que Jesus saísse de circulação, parasse de fazer os sinais, e assim cessaria o Seu ministério, e eles ficariam em paz consigo mesmos. Mas ninguém muda o plano de Deus. O que está escrito, é cumprido integralmente. Nada e ninguém pode interferir no plano de Deus. Deus é soberano.

A partir dessa decisão do sumo sacerdote e dos escribas, Jesus já não andava entre a multidão, mas ficava mais reservado em algum lugar mais distante com Seus discípulos. Como estava próxima a Páscoa dos judeus, muitos daquela região subiram para Jerusalém, antes da festa, para se purificarem. Eles “procuravam Jesus e, estando eles no templo, diziam uns aos outros: Que vos parece? Não virá Ele à festa?” v. 56. “Ora os principais sacerdotes e os fariseus tinham dado ordem para, se alguém soubesse onde Jesus estava denunciá-lo, a fim de O prenderem”. v 57.

A inveja e o amor ao mundo são velhos conhecidos, e muito aplicados por um número enorme de pessoas. Inveja é “… a podridão dos ossos” Pv. 14.30b. A inveja já destruiu e continua destruindo reinos, países, paz, harmonia, amizades, amor, trabalhos, trabalhos nas Igrejas, reuniões. Ficaríamos enumerando uma quantidade infinita de itens que a inveja destruiu e destrói. A inveja é tão poderosa que é capaz de fazer uma pessoa passar mal com o resultado dela. Porque a inveja é totalmente cercada do poder maligno. E o amor às coisas do mundo faz uma pessoa ter as mais perversas atitudes para com o próximo. A pessoa não considera a outra, e, se puder faz tudo para ganhar, lucrar em cima do direito do próximo. Ocorrem muitos crimes derivados da inveja e do amor ao mundo incrédulo e perverso. Foi assim que o sumo sacerdote Caifás e os fariseus agiram para com o Senhor Jesus. Mas o plano de Deus se cumpriu integralmente como fora profetizado no Velho Testamento.

“Não tenha o teu coração inveja dos pecadores; antes, no temor do Senhor perseverarás todo dia” Pv. 23.17.

“Ora, vós sois corpo de Cristo; e, individualmente, membros desse corpo” 1 Co. 12.27.

Graça e Paz!

A ressurreição de Lázaro

A ressurreição de Lázaro

 

A ressurreição de Lázaro - quatroJoão 11.1-46.

“Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda” João 15.16,

Em Betânia havia uma família muito amiga de Jesus. A família era composta por: Maria, Marta e Lázaro. Jesus os amava muito. Maria fora aquela pessoa que ungiu os pés de Jesus com bálsamo caríssimo, e enxugou-os com seus cabelos, que eram bastante longos e fartos. Esta atitude era inconscientemente uma preparação para a morte do Senhor. Era costume na época preparar o corpo com aromas para colocá-lo no túmulo.

Lázaro adoeceu e as irmãs mandaram avisar o Senhor Jesus. Mas o Senhor disse aos Seus discípulos que aquela enfermidade não era para morte e sim para glorificar a Deus. Seus discípulos não entenderam nada do que lhes foi dito. Jesus demorou dois dias ainda no lugar onde estava. Depois disso disse aos Seus discípulos: “Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo” v. 11.

Os discípulos não entenderam, e disseram: “Senhor, se dorme, estará salvo” v. 12. Mas Jesus falara a respeito da morte de Lázaro; eles supunham que tivesse falado do repouso do sono v. 13. “Então, Jesus lhes disse claramente: Lázaro morreu” v. 14.  “Quando Jesus chegou, encontrou Lázaro já sepultado, havia quatro dias” v. 17.  Jesus ficou muito comovido com a morte de Lázaro. Marta veio ao encontro de Jesus, e dizendo que se Ele estivesse presente, o seu irmão não teria morrido. Mas ela cria também que se Jesus pedisse a Deus, Deus o ressuscitá-lo-ia.  Declarou-lhe Jesus: “Teu irmão há de ressurgir” v. 23. “Eu sei, replicou Marta, que ele há de ressurgir na ressurreição, no último dia” v. 24. Jesus disse-lhe: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá” v. 25.

Jesus ainda não tinha entrado na aldeia, mas mandou chamar Maria. Os judeus que estavam com ela consolando-a creram que ela se levantou e fora ao sepulcro chorar a morte do irmão. Quando Maria avistou a Jesus lançou-se aos Seus pés dizendo: “Senhor, se estiveras aqui, meu irmão não teria morrido” v. 32. “O Senhor vendo-a chorar, e bem assim os judeus que a acompanhavam, agitou-se no espírito e comoveu-se” v.33.

O Senhor Jesus perguntou: “Onde o sepultastes? Eles lhe responderam: Senhor vem e vê!” v. 34. “Jesus chorou” v. 35. Algumas pessoas questionaram. Se Jesus abrira os olhos ao cego, poderia também levantar a Lázaro ou fazer com que ele não morresse. “Jesus agitando-se novamente em si mesmo, encaminhou-se para o túmulo; era este uma gruta a cuja entrada tinham posto uma pedra” v. 38. Então Jesus ordenou: “Tirai a pedra” v. 39. Jesus poderia simplesmente ordenar que a pedra saísse do lugar, mas Ele quer que tudo que está ao alcance do ser humano, que ele o faça ou o realize.

Maria contestou argumentando que seu irmão estava ali há quatro dias e que cheirava mal. Mas Jesus respondeu-lhe: “Não te disse eu que, se creres, verás a glória de Deus?” v. 40. As pessoas obedeceram à ordem de Jesus e tiraram a pedra. Jesus levantando os olhos para os céus falou com o Pai: “Pai, graças te dou porque me ouviste” v.41b.  Jesus sabia o que iria acontecer, mas Ele assim fez para que as pessoas cressem que o Pai O enviara. Jesus clamou em alta voz: “Lázaro vem para fora!”v. 43b. Lázaro saiu do sepulcro todo enfaixado e amarrado de pés e mãos. Jesus ordena que o desatem e o deixem ir. Ao testemunharem este milagre de Jesus, muitos creram n’Ele, outros foram contar aos fariseus o acontecido.

Jesus continua fazendo os mesmos milagres na área espiritual. Continua ordenando que se tire a pedra da porta do sepulcro. Sepulcro pode ser comparado ao coração do ser humano, e está fechado por uma grande pedra (dificuldades).  Dentro dele há um cadáver, ou seja, consciência amortecida de que Deus existe, mas vive muito distante de tudo e de todos, que Jesus veio ao mundo, desenvolveu um grande ministério, morreu e ao terceiro dia ressuscitou dos mortos. Que está vivo junto a Deus Pai. Somente esse conhecimento não é suficiente para obter a salvação da alma imortal, da paz e comunhão com Deus. Mas a pessoa precisa ouvir a voz de Jesus e tirar a pedra (tirar as dificuldades) e deixar o Senhor ressuscitar a bela alma imortal que existe dentro de cada ser humano, para caminhar com Jesus pelas sendas da vida, e no futuro residir no lar celestial.

Lázaro ressuscitou orgânica e fisicamente. Viveu alguns anos mais, e morreu novamente. Quem o Senhor ressuscita a alma imortal, esse viverá eternamente. Porque o milagre de Jesus é espiritual e eterno na vida de quem aceitá-lo como seu único e suficiente Senhor e Salvador pessoal E o mais importante a decisão é individual. Não há como uma pessoa jogar a culpa em outra, ou pedir que a outra decida por ela.

“Senhor vem e vê” v 34b. Senhor vem e vê a minha decisão de: acompanhar-te, de adorar-te em espírito e verdade, crescer no conhecimento da Tua Palavra, na santificação através da leitura bíblica, da meditação, da oração, do testemunho das Tuas grandes obras, das bênçãos que o Senhor tem reservado para todo aquele que crê. Senhor vem e vê as bênçãos que ganhei e usufruo todos os dias em minha vida, as bênçãos maravilhosas que o Senhor manda para a minha família, e a minha ressurreição para a vida eterna juntamente com os salvos e bem-aventurados. Senhor vem e vê a alegria dos que receberam a bênção da salvação de suas almas imortais.

Graça e Paz!

A festa da dedicação. Jesus é interrogado.

A festa da dedicação. Jesus é interrogado.

A Festa da Dedicação. Jesus é interrogadoJoão 10.22-42

“As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão” vs. 27,28.

“Celebrava-se em Jerusalém a Festa da Dedicação. Era inverno” v. 22.  Jesus passeava no templo, quando os judeus O cercaram novamente, e interpelaram-no a Seu respeito. Queriam saber se o Senhor Jesus era o Cristo ou não, mas o Senhor ressaltou as Suas obras, e que eles analisassem. Mas eles procuravam ocasião para colocá-lo em dúvida, ou controvérsia, assim poderiam prendê-lo, condená-lo e satisfazer as suas exigências.

O Senhor Jesus disse-lhes: “Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas. As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem” vs. 26,27. Jesus ainda disse “Eu e o Pai somos um” v. 30. Daí os judeus pegaram em pedras para lhe atirar. Jesus ainda pergunta se eles viram as Suas boas obras, e por qual delas eles iriam apedrejá-lo.

Os judeus não tiveram resposta, então disseram que era porque Jesus dizia-se Deus. Jesus lhes disse que era necessário que Ele fizesse a obra do Pai. Mas se Ele dissesse que Ele fazia a obra que o Pai mandou eles não creriam, caso contrário, também não creriam. O que os judeus queriam era afastar a Jesus do meio da multidão. Porque toda vez que a multidão se reunia, muitos criam em Jesus, e isto incomodava aqueles judeus que queriam permanecer no alto posto de comando. O Senhor Jesus era uma ameaça para eles.

Novamente procuravam prendê-lo, mas Ele se livrou deles, e foi para o lugar onde João batizava. Muitos foram ter com Ele. E creram na Sua Palavra. Jesus especificou bem: as suas ovelhas ouvem a Sua voz, O conhecem e O seguem, mas aqueles que não são ovelhas do Seu pasto não O conhecem e não O seguem, apenas procuram denegrir a pessoa do Senhor Jesus. Inventam as mais variadas coisas para não segui-lo, e também para desviar aqueles que O seguem.

Jesus disse: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão” João 10.27,28.

Graça e Paz!

Jesus, o bom pastor

Jesus, o bom pastor

Jesus, o bom pastorJoão 10.1-18.

Jesus disse: “Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem” v. 9. Ovelha = animalzinho dócil, inofensivo, sem iniciativa para defender-se de algum ataque inimigo. Sem o auxílio do pastor, a ovelha é uma criatura impotente (Mt. 9.36). Os servos humanos de Deus são com grande freqüência assemelhados às ovelhas – (Sl 100.3 “Sabei que o Senhor é Deus; foi ele quem nos fez, e dele somos; somos o seu povo e rebanho do seu pastoreio”; Ez. 34.31 “Vós, pois, ó ovelhas minhas, ovelhas do meu pasto; homens sois, mas eu sou o vosso Deus, diz o Senhor Deus”;  João 21.16 “Tornou a perguntar-lhe pela segunda vez: Simão, filho de João, tu me amas? Ele lhe respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Pastoreia as minhas ovelhas”).

Jesus disse: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas” v.11. Pastor = guardião ou mentor espiritual. Ovelha = o cristão, em relação ao seu pastor espiritual.

Jesus trata com muito carinho as suas ovelhas. As ovelhas tem o seu aprisco (o lar, a casa das ovelhas). Como toda casa há uma porta de entrada. Jesus disse que Ele é a porta das ovelhas. Quem quiser fazer parte do Seu rebanho e morar no mesmo aprisco tem que se entregar a Jesus, e recebê-lo como seu único e suficiente Salvador e Senhor de sua vida. Daí a sua habitação passará ser o aprisco das ovelhas do Senhor Jesus. Como Ele é a porta, só entra no aprisco quem o Pai enviar. O Senhor Jesus cuida de cada ovelha em particular. Ele as conhece pelo nome, e atende individualmente cada uma.

Como guardião espiritual o Senhor Jesus quer o melhor para as Suas ovelhas. Elas recebem muita paz, muito carinho do Senhor, segurança, tranquilidade, amor e a certeza da vida eterna juntamente com Ele no paraíso celeste. Ele disse: “Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim” v.14.

Se o Senhor “Conta o número das estrelas, chamando-as todas pelo seu nome” Sl. 147.4, quanto mais em relação as suas ovelhas, que são seres viventes com almas imortais. O Senhor ainda acrescenta que outras ovelhas que não são daquele aprisco, mas Ele reunirá todas em um só rebanho e Ele o único Pastor. “Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a mim me convém conduzi-las; elas ouvirão a minha voz; então, haverá um rebanho e um pastor” v. 16.

Quando Jesus se refere a outro aprisco, Ele está se referindo as pessoas que não são nativas de Israel, e sim do mundo inteiro. Mas todas serão reunidas em um aprisco e Ele o único Pastor. É a morada na mansão celestial juntamente com Ele. Somente as ovelhas ouvirão a Sua voz e O seguirão. Mas aquelas pessoas que não entram pela porta (Jesus), que querem ludibriar, enganar, tapear, mentir, levar vantagem, Ele as classifica como ladrões e salteadores. Ninguém entra em uma casa pela janela ou pelo telhado, é normal entrar pela porta.

“Mas o que me der ouvidos habitará seguro, tranquilo e sem temor do mal” Pv. 1.33.

Graça e Paz!

A cura de um cego de nascença

A cura de um cego de nascença

A cura de um cego de nascença 1

João 9.1-41.

Jesus caminhava com seus discípulos, quando viu um homem cego de nascença. Então Seus discípulos perguntaram: “Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse assim?” v. 3. Jesus respondeu: “Nem ele pecou, nem seus pais, mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus” v 3. Jesus esclareceu aos Seus discípulos que aquele cego não pecara, nem os seus pais, mas era para que se manifestassem nele as obras de Deus. Se o cego era assim de nascença, como poderia ele ter pecado? Quando teria ele pecado? Mas Deus tinha um plano para a sua vida. Em seguida, Jesus fez lodo com saliva, aplicou-o aos olhos do cego, dizendo-lhe: “Vai, lava-te no tanque de Siloé (que quer dizer Enviado). Ele foi, lavou-se e voltou vendo” v. 7. Para Deus não há impossíveis.

Somente Deus na pessoa de Jesus Cristo poderia ter feito tamanho milagre. Um cego de nascença não tem possibilidade de ser curado assim com lodo ou barro. O povo pode ver a obra de Deus na vida daquele cego. Foi um feito extraordinário na vida daquele cego. Os vizinhos ficaram impressionados ao ver que o cego conhecido deles, agora estava vendo. Chegaram a duvidar que fosse aquele cego que todos conheciam. Mas ele afirmava que era ele mesmo. Eles queriam saber quem fizera isso a ele. O ex-cego disse que era um homem chamado Jesus. Os vizinhos queriam saber onde estava Jesus. Mas o cego não sabia.

Não só os vizinhos estavam curiosos sobre o milagre, mas os fariseus entraram em cena. Queriam saber quem fizera tal coisa na vida daquele cego. Questionavam também se ele realmente nascera cego. Quem fizera isso. A inveja sobrepunha toda e qualquer razão deles. Falaram a respeito do sábado, que era proibido realizar qualquer obra neste dia (mas eles podiam maquinar contra a vida de Jesus, podiam ter inveja do que Ele fazia, queriam prendê-lo, difamaram-no, injuriavam-no). Tudo isso era ‘permitido’ desde que eles ficassem por evidência.

Os fariseus chegaram a interrogar os pais do ex-cego, quem fizera aquilo, e porque fizera no sábado. Mas seus pais disseram que não sabiam, e que perguntassem a ele, porque ele tinha idade suficiente para responder por si só. Interrogaram o ex-cego novamente, queriam de alguma forma incriminar Jesus pelo ato feito no sábado, e porque a inveja os consumia. Os fariseus queriam se justificar dizendo que eram discípulos de Moisés, mas se fossem discípulos de Moisés, agiriam como Moisés agiu, e não como discípulos do inimigo das almas imortais.

Os fariseus expulsaram o ex-cego da presença deles. “Ouvindo Jesus que o tinham expulsado, encontrando-o, lhe perguntou: Crês tu no Filho do homem?” O ex-cego quis saber quem era o Filho do homem, daí Jesus lhe disse: “Já o tens visto, e é o que fala contigo” v. 37. Imediatamente o rapaz respondeu: “Creio, Senhor; e O adorou” v. 38. O ex-cego recebeu a bênção maravilhosa de voltar a ver, e aproveitou a oportunidade de crer para ver também com os olhos da fé. Recebeu a bênção completa, e adorou o Senhor Jesus.

Atualmente, existe um número enorme de cegos de nascença, não como aquele que fora curado por Jesus, mas cegos espirituais. Desconhecem toda e qualquer possibilidade de se achegar a Deus através de Jesus Cristo. Eles tem religião que os mantém na mais completa ignorância ou cegueira espiritual. Não sabem o caminho para a salvação de suas almas imortais. É muito fácil recorrer a este ou aquele ídolo, mas sem um resultado satisfatório.

A Palavra de Deus é o lodo que o Senhor Jesus deixou. Portanto, é necessário que busquemos conhecer o Senhor da Glória. Quanto mais nos aproximar-nos do Senhor Jesus, mais cresceremos espiritualmente. Vamos ver mais as obras de Deus em nossas vidas. O lodo (Palavra de Deus) vai conquistar cada vez mais a verdadeira visão, e santificação no caminho da vida. A Palavra de Deus não só abre a nossa visão, como também nos oferece o mapa do tesouro que é a vida eterna juntamente com o Senhor Jesus no paraíso celeste.

“E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus” Filipenses 4.7.

“… aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus” Tito 2.13.

Graça e Paz!

Jesus defende a sua missão e autoridade

Jesus defende a sua missão e autoridade

Jesus, a fonte de água viva 5João 8.21-59.

Jesus defende a sua missão e autoridade, dizendo que: “Vou retirar-me, e vós me procurareis, mas perecereis no vosso pecado; para onde eu vou vós não podeis ir” v. 21. Jesus disse isto porque os fariseus eram muito duros de coração, incrédulos, seguiam justiça própria, eles se achavam as próprias leis, o que eles decidiam, estava decidido, não havia lugar para contestação, nem revisão do julgamento. A visão deles era totalmente voltada para o material, temporal, sem refletir o que iria acontecer no futuro de suas vidas. O orgulho era bem maior do que ver em Jesus a oportunidade de salvação de suas almas. Na visão deles Jesus era simples demais para ensiná-los, salvá-los. Sendo que eles se consideravam os maiorais do povo, os mais sábios, mas eles não reconheceram a autoridade do nosso Deus. Deixaram a preciosidade da oferta de Jesus passar por eles, que era a salvação de suas almas imortais. Anos e anos se passaram, onde estão hoje as suas almas imortais?

A sabedoria do Senhor Jesus, era e é a verdadeira sabedoria, uma preciosidade incalculável. Era preciosa demais para que pessoas totalmente voltadas para o seu poderio, para o seu orgulho, para a sua distinção entre a multidão que a aceitava.   A Luz da sabedoria de Jesus Cristo ofuscou a personalidade e o caráter dos principais sacerdotes e dos fariseus. Imagine, tudo girava em torno deles. Aí aparece Jesus muitíssimo mais sábio do que eles. Não gostaram mesmo.  Geralmente, as pessoas são assim. Quando ouvem a respeito da Palavra de Deus, menosprezam ou preferem um Jesus ainda pregado na cruz, menos valorizar a verdadeira missão do Senhor Jesus, que é salvar todo aquele que n’Ele crê. Não valorizam a autoridade de Jesus. Jesus tem autoridade sobre tudo e sobre todos. Ele era e é o verdadeiro sábio, não havia necessidade de demonstrar a ninguém. Ele era e é a luz do mundo “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida” Jo. 8.12.

Jesus alertou aquele povo a respeito do pecado na vida de cada um. “Por isso eu vos disse que morrereis nos vossos pecados; porque se não crerdes que EU SOU, morrereis nos vossos pecados”. Jesus alertou o povo para que cresse em sua Palavra. Jesus sempre falava a respeito de tudo que o Pai lhe falava.

Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: “Se vós permanecerdes na minha palavra sois verdadeiramente meus discípulos; conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” vs. 31,32. Muitos judeus creram em Jesus, e passaram a segui-lo. Outros contestaram a Jesus dizendo que eram da descendência de Abraão, e como seriam eles escravos? Mas Jesus lhes falava a respeito do pecado “… todo o que comete pecado é escravo do pecado” v. 24b.

“Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” v. 36. Ser da descendência de Abraão não lhes dava o passaporte para a vida eterna, mas crer na Palavra de Jesus sim. Jesus nos oferece de graça o passaporte para a vida eterna juntamente com Ele e os demais salvos e bem-aventurados. O Senhor Jesus foi o sacrifício vivo que nos liga a Deus através de Sua Palavra.

“Quem é de Deus ouve as palavras de Deus; por isso, não me dais ouvidos, porque não sois de Deus” v. 47. À medida que Jesus falava do Seu Reino, o povo retrucava, dizendo até que Jesus tinha demônios. Mas Jesus continuou falando e alertando para a necessidade de crer em Sua Palavra. Jesus defende aqui a sua missão que é levar a Sua Palavra e salvar todo aquele que n’Ele crê. E levar também a Sua Palavra a todo aquele que não quis crer, antes quisera permanecer nas trevas, para que não alegue ignorância no último dia a respeito da Palavra de Jesus.

Muitos creram Jesus, e seguiram os Seus ensinamentos e ficaram felizes e salvos para a eternidade. Outros não creram e até pegaram em pedras para atirá-las no Senhor Jesus. Meditando, hoje, onde estão os que ouviram, aceitaram o Senhor Jesus em suas vidas. E os que ouviram, e não aceitaram, pelo contrário, queriam acabar com o Senhor Jesus. Onde estão e estarão para a eternidade?

Jesus voltará, mas não como da primeira vez, humilde, paciencioso, sofrendo todos os tipos de desfeitas, perseguições, humilhações. Ele voltará com poder e grande glória, como juiz, aí ninguém poderá se justificar. Não haverá tempo para arrependimentos. “… foi Jesus elevado às alturas, à vista deles (discípulos), e uma nuvem O encobriu dos seus olhos” Atos 1.9. “… Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do modo como o vistes subir” Atos 1.11b.

“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” João 14.27.

Graça e Paz!

Jesus, a luz do mundo

Jesus, a luz do mundo

Jesus, a luz do mundo 1Jesus disse:

“Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida” v. 12.3; Jesus é a luz do mundo, a luminosidade, claridade, brilho que dá vida real ao ser humano. Cada ser humano é um mundo diferente. Ele necessita de luz espiritual para ter uma vida completa, feliz. Os fariseus não gostaram do que Jesus disse a Seu próprio respeito, quando afirmou que Ele era e é a luz do mundo. Sem Jesus o mundo seria treva total.

Os fariseus não gostaram da afirmação, porque eles andavam nas trevas, no pecado, maquinando tudo de mal para o Senhor Jesus. Quem anda nas trevas se compara aos fariseus que queriam condenar Jesus a morte, e muitos outros delitos que não são relacionados neste texto. Assim, eles ficariam tranquilamente vivendo no pecado, na mentira, em toda espécie de maldade. “O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más” Jo. 3.19.

Jesus é a luz do mundo, quer no mundo individual, físico, orgânico de cada pessoa, quer no mundo no sentido literal. Onde há luz, há claridade, há luminosidade, há brilho. Tudo que a pessoa iluminada por Jesus faz, ela é bem sucedida espiritualmente, e em decorrência disso ela é bem sucedida materialmente. O rei Davi disse no Salmo 37.25 “Fui moço e já, agora, sou velho, porém jamais vi o justo desamparado, nem a sua descendência a mendigar o pão”. A Luz é espiritual, e o espírito que tem essa Luz, tem uma vida tranquila, honesta, amorosa, completa. Tudo em sua vida brilha a Luz de Cristo. Daí as bênçãos nas famílias, na sociedade, na Igreja, onde quer que a pessoa se encontre. Tudo nela é diferente. “A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela” Jo. 1.5.

Jesus chamou a atenção dos fariseus para o Seu testemunho, e disse que Ele (Jesus) sabia de onde tinha vindo e para onde iria, mas eles (fariseus) não sabiam de onde Ele (Jesus) veio, nem para onde iria depois. Porque os fariseus eram orgulhosos demais para aceitar o testemunho de Jesus a respeito de Seu reino. Ainda disse: “Vós julgais segundo a carne, eu a ninguém julgo” v. 15. A grande maioria das pessoas é como os fariseus. As pessoas se satisfazem com as coisas que elas próprias elegem como seus deuses, ou algo feito pelas próprias mãos. Não param para pensar que tudo que as mãos humanas fazem é menor do que elas próprias. Se ela foi capaz de fazer algo digno de adoração, então ela deveria ser o alvo de adoração e não o objeto criado por ela.

“Porque Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo” 2 Co. 4.6.

“Pois, outrora, éreis trevas, porém, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz” Ef. 5.8.

“Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança” Tiago 1.17.

“Ora, a mensagem que, da parte dele, temos ouvido e vos anunciamos é esta: que Deus é Luz, e não há nele treva nenhuma” 1 João 1.5.

Graça e Paz!

João 8.12-20

 

A mulher adúltera

A mulher adúltera

A murmuração dos judeusJoão 8.1-11

Jesus estava assentado no templo ensinando o povo. Quando de repente chegaram os escribas e os fariseus trazendo uma mulher apanhada em flagrante adultério. Eles a colocaram de pé em frente a todos e a acusaram de tal delito. Ainda apresentando a lei de Moisés que mandava que tais mulheres fossem apedrejadas. Mas eles omitiram o que dizia a lei de Moisés. Em Levítico 20.10 diz que o homem e a mulher seriam apedrejados. Porque quem adultera, não adultera sozinho, sempre há outro no delito.

Faziam isso para tentar o Senhor Jesus. Eles queriam ver a Sua resposta para terem do que O acusarem. Mas Jesus calmamente escrevia na terra com o dedo. Como insistiam na pergunta, Jesus se levantou e lhes disse: “Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra” v. 7b. E Jesus inclinou-se novamente e continuou escrevendo na terra. Os acusadores ao ouvirem tal resposta e acusados pela própria consciência, foram se retirando um por um, começando pelos mais velhos até os últimos. Ficaram apenas o Senhor Jesus e a mulher. Jesus lhe perguntou onde estavam os seus acusadores. E perguntou ainda se ninguém a havia condenado. Ela respondeu: “Ninguém, Senhor! E o Senhor lhe disse: “Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais” v 11.

É muito fácil as pessoas acusarem outras de algum delito ou mal feito como aqueles homens fizeram. Mas quando Jesus lhes diz: “Quem não tem pecado…”, a consciência começou a falar mais alto e os acusou de todo pecado praticado, inclusive esse de adultério. Porque a mulher não estava adulterando sozinha, com certeza havia um parceiro, talvez estivesse no meio dos acusadores. Eles se retiraram um a um o mais rápido possível com medo de mais um puxão de orelha. E a mulher, Jesus ordenou: “… vai e não peques mais” v 11b.

A pessoa alcança o perdão de Deus, mas é necessário que não repita o erro que estava praticando. Para haver o perdão é necessário que haja o arrependimento. O arrependimento leva a pessoa a não praticar mais o pecado que estava cometendo, caso contrário não houve arrependimento e sim remorso. Remorso não é arrependimento, é apenas um sentimento. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” 1 João 1.9.

“E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no Seu Filho./ Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida” 1ª João 5.11,12.

Graça e Paz!

 

Jesus, a fonte da água viva

Jesus, a fonte da água viva

Jesus, a fonte de água...João 7.37-44

“No último dia, o grande dia da festa, levantou-se Jesus e exclamou: Se alguém tem sede, venha a mim e beba” v. 37.

“Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva” v. 38.

Jesus compareceu no último dia da festa dos Tabernáculos ou Festa da Colheita. O último dia da festa era o mais importante e o mais concorrido das comemorações. “Jesus escolheu este dia para levantar-se e exclamar: Se alguém tem sede, venha a mim e beba” v. 37. Estes versículos mostram Jesus já se referindo ao Espírito Santo, que haviam de receber os que n’Ele cressem. “Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva” v. 38.

 “… do seu interior fluirão rios de água viva” se refere à vinda do Espírito Santo. E que quando o Espírito Santo fosse enviado, Ele tomaria conta da vida da pessoa de tal maneira, que ela viveria de acordo com o plano de Deus, e se santificaria à medida que o tempo passasse. A vida de cada um que aceitasse e aceita o Senhor Jesus em seu coração seria e é uma vida frutífera para o Senhor Jesus. Este seria muito abençoado. Um verdadeiro seguidor de Cristo. O Espírito Santo até aquele momento não fora dado, porque Jesus não havia sido ainda glorificado. O povo que ouvia isso dizia: “Este é verdadeiramente o profeta” v. 40b. Outros diziam: “Ele é o Cristo” v.41. Atualmente as pessoas recebem o Espírito Santo de Deus no momento da conversão. A verdadeira conversão é aquela que o Espírito Santo passa a habitar no coração/alma/espírito da pessoa. Daí a mudança de vida, muitas bênçãos, segurança, confiança, certeza de um futuro espiritual garantido.

O povo estava confuso, então perguntavam uns aos outros: “Porventura, o Cristo virá da Galiléia?” v.41b. Outros perguntavam: “Não diz a Escritura que o Cristo vem da descendência de Davi e da aldeia de Belém, donde era Davi?” v. 42. “Houve grande dissensão entre o povo por causa d’Ele” v. 43. Se analisarmos a situação hoje, não há nada diferente. Podemos notar que o texto está quase todo escrito no tempo presente. Há grandes festas com uma numerosa freqüência. Pessoas despreocupadas com a realidade espiritual.

Se perguntarmos a respeito de Jesus, pouquíssimas pessoas sabem alguma coisa, a maior parte não sabe nada e nem quer saber. É mais cômodo não se preocupar com a vida espiritual. A realidade atual é precária espiritualmente. O povo vive à beira do caos espiritual. Qualquer vento de doutrina leva daqui, dali, e não chega a lugar nenhum. Por isso surgem muitos enganadores, e granjeiam grande número de seguidores. E os enganadores enriquecem às custas dessas pessoas mal informadas ou desonestas, porque querem as bênçãos, mas não querem o Senhor das bênçãos.

“Porventura, o Cristo virá da Galiléia?”. Cristo vem da descendência de Davi e da aldeia de Belém? Sim. Jesus Cristo veio da Galiléia, da descendência de Davi e da aldeia de Belém. “E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” Miquéias 5.2. Jesus realizou um profícuo ministério. Morreu na cruz do calvário. Ressuscitou ao terceiro dia. “Jesus foi elevado às alturas, à vista deles (discípulos), e uma nuvem O encobriu dos seus olhos” Atos 1.9.

Assim Ele nos oferece de graça a salvação de nossas almas imortais. Jesus só exige de nós uma decisão clara e sincera. Ele quer que nós O recebamos em nossos corações. A decisão é individual e personalizada. Ninguém pode decidir por outra pessoa. Porque cada pessoa é um mundo diferente, e tem uma decisão diferente. Uma coisa é certa – ninguém pode enganar a Deus. “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também colherá” Gl. 6.7. Fazer uma decisão pela metade, ou dizer que se decidiu e fez justamente o contrário, só para agradar uma pessoa ou outra. Quem recebe o Senhor Jesus em seu coração/alma/espírito “… rios de água viva fluirão do seu interior”. A vida da pessoa corresponde ao que ela decidiu. Não há necessidade de mostrar-se a ninguém. Seu testemunho fala muito alto.

“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo” Apoc. 3.20.