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Mês: julho 2015

Monte Sião

Monte Sião

canticos 2

Os que confiam no Senhor são como o Monte Sião, que não se abala, firmes para sempre. Sal 125:1.

Desde o início da Bíblia encontramos referências ao Monte Sião. Sempre traduzindo firmeza, imutabilidade. Sião significa fortaleza, permanência. Tudo na natureza muda, menos os montes, montanhas. Em um campo onde há árvores quer sejam frutíferas ou não, com o passar do tempo, elas definham e morrem. Mas os montes permanecem através dos séculos ou milênios. É o caso do Monte Sião. Em uma determinada época o
povo foi levado em cativeiro para a Babilônia. Lá sofreu horrores, pois estava longe de sua terra, com outros costumes, eram escravos. O povo chorava e clamava pelo retorno à sua terra natal. O povo foi cativo porque confiou mais em suas riquezas, seu poder, sua própria decisão, deixou a verdadeira fortaleza de lado que é o Senhor Deus.

Mas o Monte Sião estava ali, indômito, inalterável e imutável, como que esperando a todo aquele que voltasse a habitar naquela terra. Terra que o Senhor Deus havia dado ao Seu povo por herança. Sião passou a representar Israel ou o povo de Deus (Is. 60.14). No tempo da graça, como sendo a Jerusalém celestial (Hb. 12.22). Podemos ver no Monte Sião toda a fortaleza invencível pela força humana.  Fortaleza comparada a Deus. Deus não muda. Ele pode todas as coisas. Aquele povo deixou o seu Deus de lado para caminhar com as próprias pernas, mas se esqueceu que o inimigo ronda sem parar, e o menor vacilo, ele ataca sem dó nem piedade. Para recuperar-se de um ataque desses, leva muito tempo, e muitas vezes não se recupera.

O amor de Deus pelo ser humano é tão grande, que não conseguimos dimensioná-lo. Tomamos como exemplo uma criança recém-nascida. As pessoas a cercam, a amam, mas ela não fez nada para ganhar esse amor tão grande dos pais, da família e de todos que a cercam. Assim é o amor de Deus para com todo aquele que n’Ele crê e confia.  Deus quer que todos confiem n’Ele, mas muitos não querem confiar como aquele povo que foi levado em cativeiro babilônico. Hoje, o cativeiro é espiritual, o ser humano é o mesmo, quer confiar em seus pertences, seu poder, sua capacidade intelectual, enfim, tudo que é visível, material.

Aquele povo retornou do cativeiro, e pode avistar ao longe o Monte Sião, no mesmo lugar, majestoso, inabalável, então cantou: “Os que confiam no Senhor são como o Monte Sião, que não se abala, firme para sempre” Sl. 125.1. Toda aquela confiança em si mesmo, toda falta de fé, não os levou senão a uma vida dura no cativeiro. O Monte Sião espiritual continua firme e forte, inabalável, basta que a pessoa queira essa segurança, essa fortaleza em sua vida. Deus continua o mesmo, amor sem igual a todos quantos vão até Ele. Somente o Senhor Deus pode oferecer o descanso espiritual sem medida.

“Mas tendes chegado ao Monte Sião e a cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial, e a incontáveis hostes de anjos, e à universal assembléia” Hb. 12.22.

Graça e Paz!

Noé

Noé

Noé

Gn. 6, 7

 Em um tempo muito remoto, no princípio da Bíblia há a referência a vida de um grande servo de Deus, Noé. O nome Noé significa: descanso ou conforto. Seu nome já simbolizava com antecedência o que aconteceria após o dilúvio, quando uma pomba saiu, voou por algum tempo, não encontrou onde pousar seus pés, e ao retornar buscou lugar para descansar, e encontrou descanso nas mãos de Noé. Passados mais alguns dias, a pomba foi solta novamente, aí ela encontrou terra firme, árvores, e assim não voltou à arca. Este foi o sinal de que o dilúvio acabara. O Senhor Deus decepcionado com o crescimento da maldade e da corrupção do ser humano, resolveu dar fim a tudo que havia criado inclusive o ser humano. Pois este se multiplicava rapidamente, assim como a sua maldade, corrupção, tudo de ruim.

Mas “Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos:Noé andava com Deus” Gn 6.9. Deus fala com Noé a respeito do Seu plano que daria fim a todo ser vivente. Deus passa para Noé a planta (modelo) da embarcação que deveria ser feita para se salvar das águas que viriam Gn. 6.14-17. Noé não discutiu, não contestou, apenas obedeceu. Tomou a planta em suas mãos, e colocou-a em ação. Noé e seus filhos acataram a ordem do Senhor Deus.  A arca era grande o suficiente para abrigar Noé, sua esposa, os três filhos e as três noras, e também um casal de cada ser vivente que existia sobre a terra.

“E tudo fez Noé, segundo o Senhor lhe ordenara. Tinha Noé seiscentos anos de idade quando as águas do dilúvio inundaram a terra” Gn. 7.5,6. Enquanto a arca era construída, muitas pessoas zombavam dele, o taxavam de louco ou lunático. Isto porque não acreditavam que Deus mandaria chuva para acabar com tudo, mesmo porque nunca havia chovido sobre a terra. A terra era regada durante a noite por um sereno que caía sobre as plantas e assim as alimentava.

A arca ficou pronta, o Senhor Deus começou a enviar os casais de animais, os mais variados possíveis. Noé foi recolhendo-os e acomodando-os nos seus devidos aposentos. No final, entraram Noé, sua esposa, seus três filhos e suas três noras. E o Senhor selou a porta por fora para que ninguém tentasse abri-la. Esta população estava salva pela obediência do patriarca Noé e toda a sua família. Começou chover, no início tudo bem, mas à medida que a água subia, e não havia uma saída, imagina-se o desespero das pessoas. Assim as águas predominaram sobre a terra cento e cinqüenta dias. Depois desse tempo, Noé solta uma pomba para verificar se já havia terra à vista, mas ela retornou para as mãos de Noé, onde encontrou descanso.

A segunda vez que Noé soltou a pomba, ela retornara com um galhinho de oliveira no bico. Noé entendeu que a terra já estava seca, e que eles já podiam sair da arca e soltar os animais. Noé e sua família foram salvos milagrosamente pelo Senhor Deus. A arca pousou sobre as montanhas de Ararate. Noé creu e obedeceu ao Senhor Deus, e foi revestido da proteção de Deus, e passou pelo problema sem nenhum constrangimento. Noé creu firmemente, não vacilou em nenhum momento. E nós, qual e como é a nossa arca? Qual é a planta ou modelo? Temos a mesma segurança de que Deus nos dará a vitória final?

A nossa arca é a cruz de Jesus Cristo. Jesus nos oferece o modelo, as condições em Sua Palavra, para que sejamos salvos. Ele quer apenas que sejamos obedientes e fiéis seguidores Seus. A arca de Noé foi construída tal qual o modelo, e a nossa também deve ser construída tal qual a Palavra de Deus nos orienta. O povo da época de Noé não creu que Deus acabaria com todos os seres viventes, de uma maneira tão rápida e eficiente. Não adiantou lamentação ou pedido de última hora. E o povo atual também não crê que o Senhor Jesus voltará com poder e grande glória para levar todo aquele que construiu sua arca em Sua cruz, que não duvidou, não vacilou, mas creu somente. “Então, se verá o Filho do homem vindo numa nuvem, com poder e grande glória” Lc 21.22.

“Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa” Atos 16.31.

Jesus disse: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” João 14.6.

Graça e Paz!