Browsed by
Mês: julho 2016

Parábola do rico e o mendigo

Parábola do rico e o mendigo

Lc. 16.19-31

Há muita divergência quanto à interpretação desta parábola. Jesus Cristo ensinava através de parábolas para que o povo entendesse melhor a Sua mensagem de vida eterna. Nesta parábola notamos as duras críticas que Jesus fez as pessoas que tinham aparência de santos, mas na realidade não os eram. Havia um grupo de pessoas que formava uma sociedade a parte. Eram pessoas preparadas para ensinar as Escrituras ao povo de maneira geral, mas que não zelavam pelos seus postos de trabalho. Eram eles:

Os saduceus que seguiam o Velho Testamento escrito. Ocupavam a maior parte das cadeiras do Sinédrio (tribunal judaico formado por sacerdotes, anciãos, escribas, e que julgavam crimes entre o povo de Israel).  Não criam na ressurreição do corpo, nem em anjos, nem em espíritos.

Os fariseus (santos), por outro lado, criam na ressurreição do corpo, em espírito, e em anjos, seguiam o Velho Testamento escrito, mas valorizavam também a tradição oral das Escrituras. A tradição oral estava cheia de erros e muitos acréscimos. Tinham a incumbência de ensinar o povo espiritualmente.

Os sacerdotes que deveriam representar e ensinar o povo, não estavam preocupados com o reino de Deus. Estavam preocupados com a sua vida social e material. Eram omissos em sua responsabilidade para com Deus.

Os escribas pessoas letradas que tinham a função de copiar as Escrituras, e ensiná-las ao povo em geral. Mas, tanto os saduceus, fariseus, sacerdotes e escribas eram orgulhosos, egoístas, omissos, vaidosos, falsos, soberbos, todos esses adjetivos condenados por Jesus Cristo. Jesus não os condenou por serem pessoas de posses materiais, Deus não condena as posses de uma pessoa. Davi, Abraão, Salomão eram extremamente ricos, nem por isso foram condenados, muito pelo contrário, foram considerados amigos de Deus. O que Jesus condenou foi excesso de hipocrisia, de maldade, de egoísmo, falsidade. E não se envergonhavam de praticar tais atos.

Esta parábola ilustra bem a situação do povo judeu da época de Jesus. Os saduceus, os fariseus, os escribas e os sacerdotes estavam todos na mesma situação espiritual, isto é, omissos quanto a sua responsabilidade espiritual. Viviam longe de Deus e do Senhor Jesus Cristo. Eles eram os seus próprios deuses. Conduziam suas vidas como bem entendiam, sem se preocupar em ensinar as Escrituras às pessoas em geral. Consideravam o povo como: “Quanto a esta plebe que nada sabe da lei, é maldita” João 7.49. Se a plebe não sabia nada da lei, era porque não era ensinada. Os doutores da lei a quem cabia a transmissão da Palavra de Deus, estavam preocupados com todas as coisas materiais, menos as espirituais. (Rm 10.3,4).

O povo era iletrado, sem grandes oportunidades de aprenderem o que estava escrito nas Escrituras Sagradas, eram pobres no que se referia ao orgulho, egoísmo, falsidade, vaidade, eram pessoas comuns, que não tinham oportunidade de evoluírem espiritualmente. Aos olhos dos saduceus, fariseus, sacerdotes e escribas o povo era considerado doente espiritual, repulsivo perante esses doutores da lei. Mas, para o Senhor Jesus todos são iguais perante Sua Lei, e o Senhor extremamente Justo mandou cada um para o seu lugar. Daí a mensagem da parábola: os doutores da Lei que viveram a seu modo, sem se importar com o reino de Deus, quando chegaram lá do outro lado, encontraram o lugar que eles prepararam, ou seja, a condenação eterna.  Aquele que não tem o Espírito de Cristo esse tal não é d’Ele (Rm 8.9). A condenação é certa. O povo iletrado, frágil espiritualmente, privado do conhecimento que lhe era negado pelos doutores da Lei, facilmente sugestionado por qualquer ideia diferente, era considerado desculpável perante a Lei, logo teria um melhor lugar do outro lado. (Rm 10.14).

Hoje a situação continua a mesma, e os saduceus, fariseus, escribas, sacerdotes modernos, continuam iludindo o povo. Apresentam uma bela aparência de espiritualidade, mas no fundo são os mesmos ‘sepulcros caiados’ de outrora (Mt 23.23). Exploram o povo com as mais variadas ciladas, levam consigo multidão. Pessoas muitas vezes necessitadas espiritualmente acreditam que estão buscando a Deus, mas a essência é pura tapeação. Um dia enfrentarão o tribunal de Deus, e se lembrarão da parábola “O rico e o Lázaro” com todos os adjetivos citados acima. Tapear o povo é fácil, mas tapear a Deus é impossível.

“Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se, de fato, o Espírito de Deus habita em vós. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não d’Ele” Rm. 8.9.

 

Graça e Paz!

Encontro

Encontro

“Se quiserdes e me ouvirdes, comereis o melhor desta terra” Is. 1.19.

A Palavra de Deus está repleta de alertas para que a pessoa assuma as suas responsabilidades com o Senhor Deus. Ele é o Criador, Doador e Mantenedor da vida. Toda pessoa tem obrigação de pensar a respeito da vida eterna. Porque a alma é eterna, quer seja salva por Cristo Jesus, quer seja perdida por falta de decisão pessoal. A decisão é pessoal e personalizada. Ninguém pode tomar a decisão por outrem. Isto porque Deus é extremamente justo. Ninguém pode culpar o outro pela má decisão ou pela falta de decisão. No versículo acima citado Deus nos deixa livres para esta escolha. Ele disse ‘Se… ’, a pessoa que decide.

O versículo acima também traz a promessa de Deus para a vida de todo aquele que se volta a Jesus Cristo, que é o próprio Deus. “… comereis o melhor desta terra”. Comer o melhor da terra não significa somente a alimentação física, mas tudo o que se refere a vida e ao bem estar. Comer o melhor desta terra, também como alimentação espiritual, principalmente, porque é a mais importante para a vida vencedora de uma pessoa.  Isso porque a alimentação física não precisa de muita coisa para a satisfação do corpo, mas a espiritual é a excelência para o corpo. A pessoa que vive segundo os propósitos de Deus, é muito abençoada em tudo que faz, além de ser uma bênção onde quer que ela viva ou que ela faça parte.

O encontro da pessoa com o seu Deus acontece quando ela se converte de corpo e alma ao Senhor Jesus Cristo, que é o próprio Deus. Ao encontrar-se com o seu Deus a pessoa passa a ser uma nova criatura, ou deixa de ser criatura e passa a ser um filho de Deus (João 1.12). Se as pessoas tivessem consciência de sua pequenez diante de Deus, e que são fracos e necessitados espiritualmente, elas recorreriam ao Senhor da Glória para o seu acolhimento. Mas o que notamos é a rebeldia das pessoas, que geralmente, confiam nos bens materiais, no poder temporário para serem valorizados e muitas vezes destacados.

Mas para Deus o importante e inegociável é a parte espiritual, que não muda com o que a pessoa possui ou faz materialmente. O espírito é o bem mais precioso que a pessoa tem. Nele não há diferença entre as pessoas. Deus não faz acepção de pessoas, 1 Pe 1.17. Todos recebem um espírito e cabe a pessoa a responsabilidade do que fazer com ele, para devolvê-lo a Deus são e salvo espiritualmente, ou precário, perdido e condenado, sem volta. Deus ama todos os seus filhos e quer o melhor para eles, todos quantos aceitarem a salvação que o Senhor Jesus oferece gratuitamente. Deus preparou um lindo jardim para os seus amados, e todo aquele que aceitar Jesus Cristo como seu único e suficiente Salvador pessoal estará com Ele neste lugar maravilhoso preparado desde o início dos tempos, quando o Senhor Deus criou o ser humano e as maravilhas existentes na Natureza.

“Porém, se não fizerdes assim, eis que pecastes contra o Senhor; e sabei que o vosso pecado vos há de achar” Nm 32.23.

Graça e Paz!

Descanso

Descanso

“E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito” Gn 2.2.

O descanso é algo criado por Deus. As nossas forças são limitadas, tanto as físicas como as espirituais, é por isso que temos que saber quando devemos parar para descansar e refletir. O descanso tanto físico como espiritual tem que ser observado e valorizado. O descanso físico é mais fácil de ser obtido, mas o descanso espiritual só é obtido quando a pessoa está em paz  com Deus e consigo mesmo, este ela só consegue através da comunhão com Deus. O descanso espiritual é maravilhoso porque a pessoa fica totalmente entregue nas mãos de Deus. “O que habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente” Sl 91.1.

O Dicionário Aurélio nos fornece uma série de palavras que definem a palavra descanso: sossego, tranquilidade, paz,  apoio, proteção, alívio, consolo, sono, habitação, morada. Todos esses significados se encontram na Palavra de Deus, a disposição de todo ser humano.  O Senhor nosso Deus possui todos esses itens em abundância, e os distribui gratuitamente a todos quantos queiram seguir os Seus preceitos. Em Isaías 1.19 – O Senhor nos diz: “Se quiserdes e me ouvirdes, comereis o melhor desta terra”. Comer o melhor da terra não é simplesmente alimentar-se fisicamente, mas, é ter tudo do bom e do melhor espiritualmente no decorrer da vida, e a certeza da salvação de sua alma imortal.

A Palavra de Deus nos revela que o verdadeiro descanso está nos cuidados do nosso Deus, através do Senhor Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador. No Senhor Jesus temos sossego, tranqüilidade, paz, apoio, proteção, alívio, consolo, sono, habitação segura, morada espiritual. Somente Ele pode nos oferecer todos esses itens em grande abundância. O verdadeiro descanso está no Senhor porque Ele nos garante segurança e proteção para a vida eterna. Com Ele não há com o que se preocupar com o porvir. Por mais difícil que uma situação se apresente, se a pessoa estiver no descanso do Senhor, esta passará mais facilmente por esses momentos e chegará bem num futuro próximo, deixando para trás toda a ansiedade, e preocupação que vivera tempos atrás. “Esperei confiantemente pelo Senhor; Ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro! Sl 40.1.

“O SENHOR é o meu pastor: nada me faltará. Ele me faz repousar em pastos verdejantes. Leva-me para junto das águas de descanso” Sl 23.1,2.

Graça e Paz!