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Autor: Jandira Vallesquino

Povo eleito e abençoado

Povo eleito e abençoado

“Não temais; aquietai-vos e vede o livramento do Senhor que, hoje, vos fará;  porque os  egípcios, que hoje vedes, nunca mais os tornareis a ver. O Senhor pelejará por vós, e vós vos calareis” Êxodo 14.13-14.

Em uma época remota o Senhor Deus tirou o Seu povo da escravidão do Egito. No Egito, o povo judeu era escravizado, explorado, maltratado, enfim, era um povo considerado ignorante.  Mas, este era o povo que Deus abençoara na pessoa de Abraão e sua descendência. Este  povo clamou ao Senhor Deus por ajuda e misericórdia. O Senhor ouviu o seu clamor e veio ao seu encontro. O Senhor não só  libertou, mas  conduziu o Seu povo seguro e protegido de todo e qualquer mal. Embora o povo fosse pouco, ou quase nada  agradecido, o Senhor o protegia dia e noite. Durante o dia com uma nuvem protetora, para que não desanimasse pelo caminho; à noite com uma coluna de fogo, protegendo-o de qualquer ataque de animais selvagens. Tanto a nuvem como a coluna de fogo nunca se apartaram do povo. Êx. 13.21,22. Com a saída do povo hebreu do Egito iniciou-se a grande obra de Deus para com o Seu povo.

O êxodo do povo hebreu do Egito aconteceu devido a opressão e escravidão. O Egito ficou como símbolo da opressão, escravidão, da corrupção, da exploração…  O povo que se libertou politicamente dos egípcios ficou como símbolo de libertação. O Senhor conduziu o Seu povo, e ao atravessar o mar, a Arca da Aliança ia à frente. Quando chegou ao meio do mar o Senhor mandou que a mantivesse parada, até que o povo todo tivesse passado com os pés em terra seca. A Arca da Aliança simbolizava a presença do próprio Deus. O livramento foi tão grande que  aquele povo se viu livre dos egípcios para sempre “…os egípcios, que hoje vedes, nunca mais os tornareis a ver”.

Realmente, quando o Senhor abriu as águas do mar dos Juncos ou mar vermelho, os hebreus passaram em terra seca, logo após os egípcios entraram também, mas o mar se fechou, levando consigo todos os cavaleiros que estavam ali. Nunca mais os hebreus os veriam. Meditando no versículo acima, concluímos que aquele acontecimento se repete dia após dia. Os opressores, aproveitadores, exploradores, caluniadores, fuxiqueiros, assassinos, corruptos, ladrões, mentirosos, estão e estarão caminhando com todas as pessoas no presente momento, mas quando o Senhor nosso Deus nos levar para a terra prometida, onde mana  leite  e mel, ou seja, para o paraíso celeste, nunca mais essas pessoas malignas serão vistas, nem lembrança alguma restará delas. O Senhor Jesus foi preparar lugar para todo aquele que se converteu e caminhou com  Ele. João 14.1-6.  “… os egípcios, que hoje vedes, nunca mais os tornareis a ver” Êx. 14.13b.

Jesus disse: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida: ninguém vem ao Pai senão por mim” João 14.6.

Graça e Paz!

 

Terremoto divino

Terremoto divino

Atos 16.19-40

“Por volta da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais companheiros de prisão escutavam” At. 16.25.

Paulo e Silas pregavam o Evangelho em muitos lugares. Em um determinado lugar, eles se depararam com uma jovem possessa que tinha um espírito adivinhador. Ela dava muito lucro aos seus senhores. Paulo e Silas repreenderam o espírito imundo, e ela ficou curada, mas quem não gostou da cura foram os seus senhores. Eles levaram o assunto aos pretores (autoridades), e mentiram a respeito de Paulo e Silas. Estes foram maltratados, apanharam muito da multidão e os pretores os lançaram na prisão. Paulo e Silas foram colocados no fundo do cárcere, amarrados com os pés presos no tronco (v.24). Mas, Paulo e Silas cantavam louvores e oravam. Nada podia tirar a alegria que Jesus colocara em seus corações. Por volta da meia-noite “… sobreveio tamanho terremoto, que sacudiu os alicerces da prisão; abriram-se todas as portas, e soltaram-se as cadeias (amarras) de todos” (v. 26).

O carcereiro acordou com o barulho, e viu as portas da prisão abertas. Desesperou-se, querendo matar-se, mas Paulo e Silas chamaram por ele, e disseram que todos estavam ali, ninguém havia fugido. O que mais chama a atenção é que o terremoto aconteceu somente para abrir as cadeias, as portas. Todos estavam ali sãos e salvos. Todos estavam atônitos com o que acontecera.  O mais interessante é que ninguém fora da prisão ouviu ou viu o terremoto. Apenas aconteceu de uma forma fantástica, divina. Todos sabem que um terremoto causa estragos sem medida, muita  gente morre, enfim, um terremoto é sempre um terror. O terremoto mandado por Deus atingiu somente o alvo que Ele pré-determinou. O carcereiro viu aquela maravilha, questionou Paulo e Silas e aceitou o Evangelho de Jesus Cristo, ele e toda a sua casa.

Deus continua enviando terremoto pré-determinado na vida da pessoa que quer se libertar das cadeias do pecado. Somente a pessoa sentirá os efeitos e os resultados dos abalos sísmicos espirituais, uma vez que, acontece no mais profundo interior da alma humana. Feliz é a pessoa que passa por esta experiência maravilhosa, pois ela nunca mais será a mesma. O pós-terremoto espiritual é maravilhoso demais para ser relatado em simples palavras escritas. O número de pessoas presas sem uma alternativa de solução para o seu problema é muito grande. Os apóstolos Paulo e Silas continuam pregando a solução para quem quer ouvir e aceitar a mensagem: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa” (v.31). A pessoa pode estar amarrada ao tronco do pecado, mas se ela aceitar a mensagem do Evangelho genuíno, ela terá a mesma alegria e confiança que Paulo e Silas tinham. O Senhor Jesus faz maravilhas na vida de uma pessoa.

O Senhor Deus disse: “Ainda antes que houvesse dia, eu era; e nenhum há que possa livrar alguém das minhas mãos; agindo eu, quem o impedirá?” Isaías 43.13.

Graça e Paz!

Fogo

Fogo

“Apareceu-lhe o Anjo do Senhor numa chama de fogo, no meio de uma sarça; Moisés olhou, e eis que a sarça ardia no fogo e a sarça não se consumia” Êx 3.2.

A palavra fogo nos transmite um significado muito forte, ora é algo apavorante, destruidor, queima, elimina, ora é muito benéfico, quando usado para cozer os alimentos, purificar objetos, como o ouro, a prata, proteger do frio, afastar animais ferozes na selva, pois o seu brilho, a sua luz, ofusca a visão dos animais, aquece em épocas frias, enfim, fogo faz parte da vida, não podemos nos desvencilhar dele. Mas o seu significado mais profundo é a essência do Deus vivo. Desde o início da Palavra de Deus encontramos o Senhor se manifestando através do fogo (Dt 4.12). Como podemos ver no versículo acima, o Senhor Deus se manifestou pela primeira vez numa chama de fogo. Assim o Senhor se manifestou ao povo de Israel. Também lemos que o Senhor Deus guardou este mesmo povo quando o guiava pelo deserto, a caminho da terra prometida.

Em Êxodo 13.21, encontramos o Senhor protegendo o Seu povo de dia com uma coluna de nuvem, e a noite com uma coluna de fogo. O Senhor Deus estava com o seu povo dia e noite. “O Senhor ia adiante deles, durante o dia, numa coluna de nuvem, para guiá-los pelo caminho; durante a noite, numa coluna de fogo, para alumiá-los, a fim de que caminhassem de dia e de noite!” “Nunca se apartou do povo a coluna de nuvem durante o dia, nem a coluna de fogo durante a noite” Êx 13.21,22. Assim, o Senhor as conserva até os dias atuais com o Seu povo. O Seu povo conta com uma coluna de nuvem de dia para protegê-lo das ciladas do inimigo das almas imortais, e uma coluna de fogo à noite para que não tropece e caia nas armadilhas do inimigo. Todo convertido ao Senhor Jesus tem essa proteção maravilhosa.

“Deus é fogo consumidor” Hebreus 12.29. Destrói o mau caráter, a mentira, o cinismo, a maldade, a concupiscência, a desonestidade, prostituição, a embriaguês, a falsidade, a inveja, enfim, tudo aquilo que emperra e impede a alma de se aproximar de Deus. O fogo de Deus é maravilhoso, purifica a alma tornando-a como o mais fino metal precioso. Ele trará vida em abundância, quando a pessoa é tocada pelo Santo Espírito de Deus, e ela O recebe de coração aberto e alegre. Ela cresce espiritualmente, e o crescimento espiritual transforma a pessoa sempre para melhor. Onde o Senhor Deus habita, o fogo é constante e maravilhoso. Deus é fogo consumidor e protetor. Ele limpa, purifica e protege a alma de quem caminha com Ele. Esse fogo é maravilhoso demais na vida de quem o possui.

E Eliseu orou: “Senhor, peço-te que lhe abras os olhos para que veja. O Senhor abriu os olhos do moço, e ele viu que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu” 2 Rs 6.17.

 

Graça e Paz!

Esperança

Esperança

“E o Deus da esperança vos encha de todo gozo e paz no vosso crer, para que sejais ricos de esperança no poder do Espírito Santo” Rm 15.13.

Todo ser humano vive mergulhado na esperança de dias melhores em todos os sentidos.  Mas, o que menos conta na atitude humana é a esperança espiritual. Quase não ouvimos alguém se referir à importância espiritual na vida de alguém. Muitas vezes quando nos referimos a qualquer assunto com respeito ao espiritual, notamos que poucas pessoas ouvem ou se interessam, até parece que elas acham que Deus está distante e incomunicável. O que ninguém ou quase ninguém sabe é que todo ser humano tem um lugar reservado no coração, que deve ser preenchido com a presença do Senhor que é dono desse órgão, não órgão físico, mas órgão espiritual. Quando o Senhor ocupa o Seu lugar na vida de uma pessoa, essa vida é totalmente diferente das demais do grupo ou da sociedade em que ela vive.

A esperança é algo maravilhoso na vida de uma pessoa. Mesmo quando ela está num leito sem expectativa de cura, ela tem esperança de sair dali e realizar muitos sonhos idealizados. Mas, a verdadeira esperança deve ser espiritual, porque a pessoa que tem essa preocupação, busca, procura e coloca a sua vida de acordo com a necessidade verdadeira. Somente Jesus pode alimentar e estruturar a verdadeira esperança para o ser humano. Ele é porto seguro para todos que O recebem em seus corações (Ap 3.20). Uma vida repleta de esperança divina é uma vida rica espiritualmente (João 1.12).

A esperança é a verdadeira riqueza, porque ela nutre, fortalece, desenvolve na pessoa a vontade de vencer, de conseguir algo imaginado ou planejado antecipadamente. A verdadeira esperança está em Jesus Cristo, porque somente Ele pode oferecer a esperança viva. Isto é, uma esperança que transcende qualquer expectativa humana, porque é esperança de uma vida rica espiritualmente, frutífera, aqui e, no futuro vida eterna juntamente com o Senhor Jesus. É um retorno ao lar celestial para todo aquele que se decidir caminhar com o Senhor Jesus aqui e agora. “… por causa da esperança que vos está preservada nos céus, da qual antes ouvistes pela palavra da verdade do evangelho” Cl 1.5.

“Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos” 1 Pe 1.3.

Graça e Paz!

Quanto vale a Palavra de Deus?

Quanto vale a Palavra de Deus?

“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus” Ef 2.8

A Palavra de Deus é de um valor inestimável, incalculável  a qualquer avaliação. Por mais que queiramos dimensioná-la não conseguimos, porque o seu valor excede a todo e qualquer intento de limitar o seu alcance, o seu efeito, seu poder. A Palavra de Deus é a essência que nos alimenta espiritualmente, e por consequência, fisicamente. Porque se há saúde espiritual em abundância, logo, a saúde física, material, também ganha muito com esse efeito.

A Palavra de Deus supre todas as necessidades espirituais de uma pessoa. Por mais carência do alimento espiritual, que exista na vida de alguém, a Palavra de Deus é o verdadeiro pão da vida. Jesus disse: “Eu sou o pão da vida” (João 6.48). Jesus é o Pão da Vida, Ele alimenta, supre as necessidades de  paz, alegria, bem estar, harmonia, amizade, amor. A Palavra de Deus é perfeita para a condução da vida humana.  A Palavra de Deus revigora, fortalece, e a vida se torna aprazível, a toda pessoa que se encontra enfraquecida espiritualmente. “Quanto ao mais,  sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder” Ef 6.10. Vidas enfraquecidas pelo embate do dia a dia, e a falta do alimento espiritual, o qual, as pessoas raramente cuidam para que não falte, ou não se preocupam, acham desnecessário.  O Senhor tem o elixir que muda totalmente as características espirituais de uma pessoa.

A Palavra de Deus oferece paz, perdão, resolve problemas (Sl 37.5). Uma pessoa pode estar atormentada espiritual ou emocionalmente, mas esta palavra maravilhosa coloca tudo no seu devido lugar, como e porque só o Senhor das almas imortais pode fazê-lo. “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize (João 14.27). A Palavra de Deus ressuscita o espírito morto em seus delitos e pecados (Rm 6.23). O espírito ressurreto pela Palavra de Deus tem vida, e vida em abundância, (Jo 5.24) (Jo 11.25), (Ap 21.6),porque a promessa que o Senhor Jesus fez é que quem O recebe como seu único e suficiente salvador pessoal tenha vida e a tenha em abundância João 10.10b).”Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus” João 3.36.

A Palavra de Deus oferece sabedoria “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria; revelam prudência todos os que o praticam. O seu louvor permanece para sempre” (Sl 111.10). A sabedoria é o principal ponto para que a pessoa conheça e viva a Palavra de Deus. A sabedoria aumenta sempre, e nunca retrocede, pois através dela a pessoa cresce espiritualmente.  Sua vida se torna cada vez melhor em todos os sentidos, e a paz que excede todo entendimento faz morada no coração sábio. A pessoa deve buscar a sabedoria para o seu próprio bem. Sabedoria não é conhecimento.  A sabedoria não é adquirida da mesma forma que é adquirido o conhecimento. Ela é dom de Deus. A pessoa pode ter muito conhecimento e não ter sabedoria alguma. O conhecimento pode ser farto, mas a sabedoria é escassa. A verdadeira sabedoria vem alto do Pai das luzes. “A sabedoria, porém, lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento” Tg 3.17.

“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” João 14.27,

“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” 1 Pe 2.9.

Graça e Paz!

O banquete de Levi

O banquete de Levi

Jesus disse: “Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes” Lc. 5.31.

Levi ofereceu um grande banquete a Jesus em sua casa,  onde numerosos publicanos e outros estavam com ele à mesa. Os fariseus e seus escribas murmuravam contra os discípulos de Jesus, perguntando: Por que comeis e bebeis com os publicanos e pecadores? Lc 5.30. Isto acontecia porque os fariseus e os escribas se consideravam acima da lei, acima de tudo e de todos, extremamente justos, religiosos, de um procedimento intocável, ou seja, eram os santos da época. Eles se achavam no direito de criticar até o Senhor Jesus. Eles estavam acima do Senhor. Não admitiam que pessoa alguma contrariasse seus ensinamentos, suas orientações.  Mas, Jesus respondeu à altura, sem se preocupar com  a visão deles sobre o que estava acontecendo. Disse a eles que os sãos não precisavam de médico, e sim os doentes. Se eles eram perfeitos, sem mácula, sem pecado, sem restrição alguma, não precisavam  do Senhor Jesus em suas vidas. Só de criticar e julgar alguém, no caso, os discípulos e o próprio Jesus, que é o próprio Deus, já estavam pecando. Mas eles se consideravam intocáveis espiritualmente..

Jesus disse também que não veio chamar justos, e sim pecadores ao arrependimento (Lc 5.32). Porque aquelas pessoas que o criticavam se consideravam os maiorais em tudo, eram seus próprios deuses. Daí, Jesus considerar que eles não precisavam de perdão, de salvação, uma vez que eles possuíam seu próprio reino. Jesus disse que veio chamar pecadores ao arrependimento, e através do arrependimento a salvação eterna. Todo aquele que reconhece que sozinho não consegue chegar à vida eterna salvo, Jesus o salvará. Jesus tem o lugar preparado para todo aquele que n’Ele crê (João 14.2,3). Nos dias atuais encontramos muitos fariseus que se consideram acima da Palavra de Deus, que não creem que Jesus é o Senhor de tudo e de todos. Valorizam tudo que é material, físico, orgânico,  menosprezando o que é Verdadeiro. Essas pessoas preparam o seus próprios caminhos, e  não poderão reclamar depois. A chance de salvação é aqui, agora, enquanto há vida. “… pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” Rm 3.23. O Senhor Jesus veio chamar pecadores ao arrependimento, mas Ele respeita a decisão de cada um. A decisão é pessoal e personificada. Não há possibilidade de uma pessoa decidir por outra, por isso, cabe a cada ser humano decidir para onde quer ir após esta vida.

“… Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida” João 8.12.

Graça e Paz!

Natal

Natal

“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” Is. 9.6.

Luzes, brilhos, músicas, presentes, vozes alegres, preocupações com as festas a serem realizadas, preocupações diversas, tudo leva a uma pseudo alegria, tudo está pensado e reservado na área material.  A atenção material toma todo o tempo de uma pessoa, muito mais na época do Natal. Se as preocupações se voltassem para a área espiritual, tudo seria diferente, o mundo seria diferente. A mensagem seria diferente. A verdadeira luz, o verdadeiro brilho, a verdadeira música estão unicamente na pessoa do Senhor Jesus. Ele é a Luz “… Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas; pelo contrário, terá a luz da vida” João 8.12. “E me pôs nos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus; muitos verão essas cousas,  temerão e confiarão no Senhor” Sl 40.3.

Jesus nasceu fisicamente em uma estrebaria, onde não havia o mínimo de assistência, nem pessoas próximas para alegrar-se com o Seu nascimento. O lugar era extremamente rude, de difícil acesso, onde o ser humano não iria à noite visitar um recém nascido sem um nome que lhe apresentasse. Não houve brilho algum, nenhum cântico humano, nenhuma festa, nenhum desejo de felicidades. Mas houve festa no céu. Os anjos entoaram o mais belo hino dedicado ao Senhor Menino: “Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem Ele quer bem” Lc 2.14. O povo que estava reunido na cidade era ocupado demais para notar o nascimento do Menino. Até o dono da hospedaria não observou o casal que estava  prestes a receber o nascimento de um bebê, e mandou-o para a estrebaria, onde os animais repousavam com muito frio. O povo não ouviu a música nem viu a grande estrela que apareceu no céu. Mas, alguns pastores que cuidavam do rebanho na calada da noite viram a estrela e ouviram a linda música como mensagem vinda do céu. Atenderam e entenderam a grande mensagem vinda do céu. E foram ter com o Menino e adorá-Lo.

Tudo ocorreu como profetizava a Palavra de Deus. O lugar rude, sem condições de nascimento de uma criança, sem a presença de pessoas, somente a presença de Maria e José, indica e representa o coração/espírito humano, em que são todos iguais perante Deus, desde o menor até o maior. Quase todos ignoram o valor espiritual do nascimento de Jesus. Deus não faz acepção de pessoas (Rm 2.11). A manjedoura caracteriza bem o procedimento, o viver humano. Tudo que se refere à área espiritual fica de lado, abandonado ou em último lugar, ignorando a verdadeira Luz do mundo. O verdadeiro brilho, a luz, verdadeira alegria estão no nascimento do Senhor Jesus no coração que o recebe como o seu único e suficiente Salvador Pessoal. A verdadeira festa ocorre no coração de todo salvo por Jesus. Porque a salvação é eterna. A festa é eterna.

“E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” Mq 5.1. Não foi um nascimento qualquer, foi o nascimento do Rei dos reis, do Senhor dos senhores. O Profeta Miquéias escreveu com exatidão sobre a vinda do Senhor Jesus, 700 anos antes de Sua vinda. Tal qual ele escreveu, assim aconteceu. Cumpriu-se integralmente esta profecia.  Nasceu Jesus, sem a mínima assistência, mas para se cumprir as Escrituras que se referiam ao Seu nascimento.  Ali estava à verdadeira Luz que viria ao mundo para iluminar a vida de todos quantos O recebessem. Aquele menino era e é o próprio Deus que se fez carne e habitou entre nós “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” João 1.14.

“O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más” João 3.19.

Graça e Paz!

 

Banquete

Banquete

“À hora da ceia, enviou o seu servo para avisar aos convidados: Vinde, porque tudo já está preparado” Lc 14.17.

Há um grande banquete sendo preparado minuciosamente. Os convites já estão a caminho para todas as pessoas sem distinção. Ninguém poderá dizer que não o recebeu, porque o convite será enviado nos respectivos endereços. Isto é, a todas as nações, a todos os povos, a todas as línguas. Mas, muitos recusarão receber o precioso convite, e apresentarão as mais variadas desculpas. O convite é individual e personalizado. Não pode ser transferido, porque todas as pessoas receberão.  Assim, não participarão do grande banquete todos aqueles que ignorarem ou desviarem o convite.

O convite é valiosíssimo, portanto, quem o receber de bom grado, nunca se arrependerá. Muitos deixarão passar a oportunidade de participar do grande banquete. O dono da festa faz questão da presença de todos os convidados, por isso envia o convite pessoalmente. Os trajes exigidos são enviados juntamente com o convite. Por isso, devem ser usados no dia do grande banquete. Quem tentar entrar sem os trajes a rigor exigidos, certamente será envergonhado e retirado dali.

Em um tempo remoto quando o rei oferecia um banquete, para festejar algum grande acontecimento ou bodas de seus herdeiros, ele ordenava que seus artesãos confeccionassem os trajes de festa para todos os convidados. Esses trajes deviam ter muito brilho, muitas vezes eram bordados com ouro. Todos os trajes eram iguais, para que não houvesse penetras, alguém que não tinha sido convidado, ou alguém que tivesse se desfeito do traje enviado pelo rei.  Ninguém tinha autorização para confeccionar o traje exigido, mas somente os artesãos do rei, e estes eram rigorosamente monitorados. Daí a parábola que Jesus proferiu a respeito do banquete que o Pai fará no fim dos tempos.

O traje real que o Senhor Deus exigiu na parábola, foi preparado por Ele mesmo na pessoa do Senhor Jesus Cristo. Deus continua enviando convites a todas as pessoas para que participem do grande banquete Real. Como é de praxe, os convites são enviados com bastante antecedência, para que a pessoa aceite, e se prepare para o grande dia. As vestes são preparadas pelo próprio Deus, que é o Espírito Santo, na aceitação do convite e na conversão; em seguida, a pessoa recebe sua veste nupcial. O Espírito Santo de Deus passa a habitar dentro do espírito da pessoa. As vestes são de um valor inestimável. Com ela vem o passaporte para a vida eterna. Toda pessoa que aceita o convite e recebe as vestes preparadas pelo Rei, passa a ser uma predestinada a participar do grande banquete real. Toda pessoa tem essa oportunidade. Ninguém pode ignorar ou criticar, porque o convite está à disposição de cada um, sem acepção de pessoas.

A pessoa necessita honrar estas vestes, honrar o nome de cristão, para chegar até o banquete, e ficar livre de constrangimento. Aquele que entra sem a veste nupcial que o Rei lhe enviara, é afastado do banquete. A pessoa deve ter se desfeito das vestes, ou perdido pelo caminho, ou vendido por um bom dinheiro, pois são vestes valiosas, portanto, não as valorizou o suficiente para participar do grande banquete. O banquete é o Reino dos Céus preparado para todo aquele que aceita o convite e veste a roupa que o Senhor Deus lhe entregou nas mãos, e as vestes são o próprio Espírito Santo de Deus, que veste as pessoas e as prepara para o Grande Banquete Real.

“… Amigo, como entraste aqui sem veste nupcial? Então, ordenou o rei aos serventes: Amarrai-o de pés e mãos e lançai-o para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes” Mt 22.22.13,14.

Graça e Paz!

O céu

O céu

“… Ao vencedor, dar-lhe-ei que se alimente da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus”  Ap. 2.7.

Vinde e vede! O céu é um lindo lugar. Cheio de luzes, de cores lindas, e de tudo que é maravilhoso. O apóstolo João nos relata isso em seu livro Apocalipse. Bem aventurado aquele a quem o Senhor Deus oferece a salvação e a pessoa a aceita de bom grado.  Essa decisão é de um valor incalculável, pois é para a eternidade. A Palavra de Deus chama de paraíso o céu onde Deus habita. Em 2 Co. 12.2-4 (cf Ap 1.10),  encontramos o relato de Paulo a respeito de um homem que fora arrebatado por Deus, e levado ao paraíso, e que ouviu palavras inefáveis. Lucas 23.43, Jesus disse àquele malfeitor que fora crucificado ao lado d’Ele: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso”. Em Hebreus 12.22 encontramos referências ao monte Sião e à cidade do Deus  vivo, a Jerusalém celestial, e a incontáveis hostes de anjos, e à universal assembléia.

Em Ap. 2.7 lemos: “… Ao vencedor, dar-lhe-ei que se alimente da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus”. É maravilhoso demais estudarmos sobre o paraíso, à cidade do Deus vivo. Mais maravilhoso ainda é saber que o Senhor nosso Deus nos deixou um manual escrito para que o sigamos à risca.

O Senhor Deus criou o ser humano para habitar o seu jardim, e para desfrutar de uma vida tranquila e com todas as regalias que o Senhor tem para os Seus eleitos. Mas, o ser humano não satisfeito com tudo que o Senhor Deus lhe deu, desobedeceu, e tentou ser igual a Deus. A desobediência custou-lhe muito caro. Foi banido das moradas eternas, e enviado a terra para cultivá-la e tirar dela o seu sustento, além de enfrentar os duros e difíceis embates da vida. A desobediência entristeceu profundamente o Criador. Através de um único homem entrou o pecado no mundo, e a punição se estendeu a toda humanidade como herança. Daí a morte física. Contudo, o espírito é eterno, e não perdeu o seu valor. Deus na Sua imensa bondade providenciou um Salvador para todo aquele que n’Ele crê, seja salvo e volte ao lindo jardim preparado por Ele. Isto é, aquele que obedecer a Sua Palavra. Jesus Cristo é o Salvador e Senhor de tudo e de todos quantos creem n’Ele.

Deus é justo, bondoso, amoroso, oferece gratuitamente a salvação a todo ser humano, mas Ele quer uma decisão pessoal e personalizada. Deus não faz acepção de pessoas (At 10.34; Rm 2.11). Em Sua infinita bondade Deus preparou a salvação de todo aquele que de livre e espontânea vontade se converter ao Senhor Jesus Cristo. Quando uma pessoa reconhece que sozinha não consegue chegar até Deus, ela reconhece que necessita do Senhor Jesus para conduzi-la à vida eterna e ao paraíso preparado por Deus desde a fundação do mundo.

A desobediência continua a mesma na atualidade, e o ser humano querendo ser igual a Deus, ou exigindo de Deus a realização de um milagre, ou que Deus supra as necessidades materiais de alguém, e assim por diante. A ênfase atual é a mentira da prosperidade material. A mentira que o inimigo das almas imortais criou para dar aparência de verdade, mas que na realidade não passa de engodo. A prosperidade verdadeira é a espiritual, onde o ser humano pode se desenvolver infinitamente, não há limite. Essa prosperidade é agradável a Deus. Para isso a Palavra de Deus nos orienta corretamente. Onde há prosperidade espiritual, há bênçãos, felicidade, alegria, honestidade, amor ao próximo e a paz de Deus reinando em cada coração.

“Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo. Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles” Ap 21.1 a 3.

 

Graça e Paz!

Parábola do rico e o mendigo

Parábola do rico e o mendigo

Lc. 16.19-31

Há muita divergência quanto à interpretação desta parábola. Jesus Cristo ensinava através de parábolas para que o povo entendesse melhor a Sua mensagem de vida eterna. Nesta parábola notamos as duras críticas que Jesus fez as pessoas que tinham aparência de santos, mas na realidade não os eram. Havia um grupo de pessoas que formava uma sociedade a parte. Eram pessoas preparadas para ensinar as Escrituras ao povo de maneira geral, mas que não zelavam pelos seus postos de trabalho. Eram eles:

Os saduceus que seguiam o Velho Testamento escrito. Ocupavam a maior parte das cadeiras do Sinédrio (tribunal judaico formado por sacerdotes, anciãos, escribas, e que julgavam crimes entre o povo de Israel).  Não criam na ressurreição do corpo, nem em anjos, nem em espíritos.

Os fariseus (santos), por outro lado, criam na ressurreição do corpo, em espírito, e em anjos, seguiam o Velho Testamento escrito, mas valorizavam também a tradição oral das Escrituras. A tradição oral estava cheia de erros e muitos acréscimos. Tinham a incumbência de ensinar o povo espiritualmente.

Os sacerdotes que deveriam representar e ensinar o povo, não estavam preocupados com o reino de Deus. Estavam preocupados com a sua vida social e material. Eram omissos em sua responsabilidade para com Deus.

Os escribas pessoas letradas que tinham a função de copiar as Escrituras, e ensiná-las ao povo em geral. Mas, tanto os saduceus, fariseus, sacerdotes e escribas eram orgulhosos, egoístas, omissos, vaidosos, falsos, soberbos, todos esses adjetivos condenados por Jesus Cristo. Jesus não os condenou por serem pessoas de posses materiais, Deus não condena as posses de uma pessoa. Davi, Abraão, Salomão eram extremamente ricos, nem por isso foram condenados, muito pelo contrário, foram considerados amigos de Deus. O que Jesus condenou foi excesso de hipocrisia, de maldade, de egoísmo, falsidade. E não se envergonhavam de praticar tais atos.

Esta parábola ilustra bem a situação do povo judeu da época de Jesus. Os saduceus, os fariseus, os escribas e os sacerdotes estavam todos na mesma situação espiritual, isto é, omissos quanto a sua responsabilidade espiritual. Viviam longe de Deus e do Senhor Jesus Cristo. Eles eram os seus próprios deuses. Conduziam suas vidas como bem entendiam, sem se preocupar em ensinar as Escrituras às pessoas em geral. Consideravam o povo como: “Quanto a esta plebe que nada sabe da lei, é maldita” João 7.49. Se a plebe não sabia nada da lei, era porque não era ensinada. Os doutores da lei a quem cabia a transmissão da Palavra de Deus, estavam preocupados com todas as coisas materiais, menos as espirituais. (Rm 10.3,4).

O povo era iletrado, sem grandes oportunidades de aprenderem o que estava escrito nas Escrituras Sagradas, eram pobres no que se referia ao orgulho, egoísmo, falsidade, vaidade, eram pessoas comuns, que não tinham oportunidade de evoluírem espiritualmente. Aos olhos dos saduceus, fariseus, sacerdotes e escribas o povo era considerado doente espiritual, repulsivo perante esses doutores da lei. Mas, para o Senhor Jesus todos são iguais perante Sua Lei, e o Senhor extremamente Justo mandou cada um para o seu lugar. Daí a mensagem da parábola: os doutores da Lei que viveram a seu modo, sem se importar com o reino de Deus, quando chegaram lá do outro lado, encontraram o lugar que eles prepararam, ou seja, a condenação eterna.  Aquele que não tem o Espírito de Cristo esse tal não é d’Ele (Rm 8.9). A condenação é certa. O povo iletrado, frágil espiritualmente, privado do conhecimento que lhe era negado pelos doutores da Lei, facilmente sugestionado por qualquer ideia diferente, era considerado desculpável perante a Lei, logo teria um melhor lugar do outro lado. (Rm 10.14).

Hoje a situação continua a mesma, e os saduceus, fariseus, escribas, sacerdotes modernos, continuam iludindo o povo. Apresentam uma bela aparência de espiritualidade, mas no fundo são os mesmos ‘sepulcros caiados’ de outrora (Mt 23.23). Exploram o povo com as mais variadas ciladas, levam consigo multidão. Pessoas muitas vezes necessitadas espiritualmente acreditam que estão buscando a Deus, mas a essência é pura tapeação. Um dia enfrentarão o tribunal de Deus, e se lembrarão da parábola “O rico e o Lázaro” com todos os adjetivos citados acima. Tapear o povo é fácil, mas tapear a Deus é impossível.

“Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se, de fato, o Espírito de Deus habita em vós. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não d’Ele” Rm. 8.9.

 

Graça e Paz!