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A bênção da união fraternal

A bênção da união fraternal

Sl. 133.

O salmo 133 foi escrito por Davi, rei de Israel. É um salmo de romagem ou peregrinação.  Quando os judeus iam ao templo cultuar a Deus, iam cantando e louvando com salmos. Os salmos eram memorizados, porque na época não havia a letra escrita ou impressa com a facilidade de hoje, para se adquirir uma cópia. O povo caminhava em grandes grupos cantando alegremente ao Senhor Deus. O salmo 133 passa a mensagem de confraternização e união perfeita. O rei Davi desejava que a união fosse boa, formosa, magnífica, preciosa ao povo de Israel. Os benefícios da união fraternal eram mui agradáveis, prazerosos, tanto coletiva como individualmente. A conclusão era que não deveriam dispensar as bênçãos da união fraternal, na família sanguínea ou na família espiritual.

Davi faz comparação com o óleo! “É como o óleo precioso…”. O óleo precioso era aromático, preparado segundo orientação de Deus. Era composto de mirra, cinamomo odoroso, cálamo aromático, cássia e de azeite de oliveira. Era usado para fins específicos, segundo orientação rígida do Senhor Deus (Êxodo 30.22-38). Era trabalho de arte do perfumista. Tinha a finalidade medicinal ou para ungir e consagrar o sacerdote. O sacerdote ungido se tornaria o elo entre o povo e Deus. Arão foi separado e ungido (Êxodo 40.13-15). O óleo derramado sobre a sua cabeça indicava consagração e proteção da mente, e o óleo sobre as vestes simbolizavam pureza e santidade – vestes limpas diante de Deus, isto é, vestes espirituais. Era expressamente proibido o perfumista ou outra pessoa qualquer fazer esse óleo ou dele fazer uso comum. A pessoa que assim o fizesse perderia a vida imediatamente, porque o Senhor assim o determinou.

Davi ainda faz comparação com o orvalho “É como o orvalho…”. Geograficamente o monte Hermom ficava distante do Monte Sião (cerca de 200 km ao norte de Jerusalém, com uma altitude de 2.814 m. tendo o seu cume coberto de neve, enquanto as terras ao redor eram causticantes devido ao sol de verão. O verdadeiro sentido do monte Hermom é a altitude do nível espiritual de uma pessoa, e o orvalho é o resultado dessa vida. Orvalho é muito bom, é um sereno fresquinho ou gotículas de água, que alegram e alimentam as plantas, assim é o orvalho espiritual – ele refrigera, acalma, consola e alimenta a alma ressequida pelo mau tempo espiritual. É o orvalho da graça de Deus. Quanto mais alto o Monte Hermom de uma vida, mais orvalho (bênçãos) sai em decorrência disso. É impossível medir a altitude de uma vida espiritual, nem as bênçãos decorrentes dela, daí, o verdadeiro sentido do salmo 133. Se a mensagem estivesse só na altura do monte, ou na neve que está por cima dele ou no orvalho que desce dele, não haveria sentido de estar relatado na Palavra de Deus. O salmista dá um sentido espiritual maravilhoso à sua geração e às gerações vindouras. Se a comparação fosse só física seria impossível o orvalho descer 200 km até o outro monte. No sentido espiritual o orvalho representa as bênçãos do Senhor na vida de uma pessoa, e que as bênçãos não têm extensão definida, vão muito além de 200 km.

No Novo Testamento somos um povo de sacerdotes (1 Pe 2.9). Cada cristão tem a mesma responsabilidade de um sacerdote, ungido com o sangue de Cristo e o poder de Deus, para ser íntegro valioso na presença do Senhor. A responsabilidade passou a cada ser humano, e deixou de ser apenas àquele sacerdote específico relatado no Velho Testamento. O óleo representa a presença do Espírito Santo promovendo a união fraternal na Igreja e na vida do seu povo.

“Serei para Israel como orvalho, ele florescerá como o lírio…” Oséias 14.5.

Palavras de despedida

Palavras de despedida

Palavras de despedida. xxxxxJoão 16.25-33.

“Estas cousas vos tenho dito por meio de figuras; vem a hora em que não vos falarei por meio de comparações, mas vos falarei claramente a respeito do Pai” v. 25.

Antes de se despedir dos Seus discípulos, Jesus os orientou a respeito dos acontecimentos que estavam próximos. Esclareceu-lhes que logo mais, Ele (Jesus) não mais falaria aos discípulos através de comparações, de figuras, mas falaria claramente a respeito do Pai. Disse também que o Pai os amava e que faria com que entendessem tudo o que foi falado por Ele (Jesus).

Os discípulos se alegraram porque agora estava tudo claro para uma melhor compreensão dos ensinos de Jesus. “Disseram os Seus discípulos: agora é que falas claramente e não empregas nenhuma figura. Agora, vemos que sabes todas as cousas e não precisas de que alguém te pergunte; por isso, cremos que, de fato, vieste de Deus” vs. 29,30.

Jesus empregava o uso de figuras e comparações em Seus ensinos, porque o povo não entendia a mensagem. A mensagem de Jesus era algo novo para as pessoas. Então Jesus falou por comparações e figuras que o povo conhecia para que entendessem a mensagem que Ele queria transmitir. No início, o povo não aceitava Jesus como sendo alguém que viera de Deus. Como entenderiam algo que nunca tinham ouvido e visto antes? Sabiam que os profetas falaram a respeito do Messias, do Cristo, mas era um conhecimento raso, mínimo. E o Messias viera pela primeira vez, e foi muito complicado aceitá-lo assim que tiveram contato com Ele. Jesus ensinava através de figuras e comparações usando palavras com significados conhecidos de todos, para que compreendessem a mensagem transmitida.

O tempo passou e através desse tempo e atualmente a aprendizagem continua tão ruim, quanto àquela que o Senhor ensinava fisicamente aqui. Jesus realizou um profícuo ministério, ensinou a muitos, ofereceu de graça a salvação das almas imortais através do Seu sacrifício na cruz do calvário. Pouquíssimas pessoas querem ser salvas. A maioria não crê, não aceita, não entende a mensagem de Jesus para as suas vidas.

Naquela época em que Jesus andava aqui fisicamente a dificuldade de aprendizagem era muito grande os principais sacerdotes e os fariseus queriam afastá-lo de vez da multidão, pois não queriam que o povo ouvisse e viesse a aceitar o plano de Deus para a salvação de todo aquele que cresse no Senhor Jesus. Hoje, a multidão continua rejeitando o conhecimento. Deixam de entender a mensagem que o Senhor Jesus nos transmite, para seguir o seu próprio caminho, a sua filosofia de vida. O convite do Senhor Jesus para segui-lo até as moradas nas mansões celestiais é dirigido a todas as pessoas, sem exceção.

“Respondeu-lhes Jesus: Credes agora?” v. 31.

Graça e Paz!