Browsed by
Tag: Jesus Cristo

Criador e Redentor

Criador e Redentor

“Virá o Redentor a Sião e aos de Jacó que se convertam, diz o Senhor” Is. 59.20.

Deus é Criador de tudo e de todos. Deus criou o ser humano para viver no paraíso e na presença d’Ele, mas desobedeceu a vontade de Deus, e foi expulso de um lugar maravilhoso criado única e exclusivamente para ele. Não valorizou o amor que Deus dedicou a ele. Com a expulsão do ser humano do paraíso, aconteceu a separação entre Deus e o homem. Essa separação tem como consequência os mais variados tipos de problemas presentes na vida de uma pessoa. Deus preparou um antídoto a essa desobediência e separação. Deus preparou um Redentor (aquele que redime), Jesus Cristo. Desde o princípio Jesus Cristo foi anunciado, e no tempo previsto por Deus, Ele veio em forma humana e realizou tudo o que fora predito pelos Profetas. Jesus Cristo é redentor. Redentor é aquele que resgata uma dívida de alguém.

Resgatar uma dívida de alguém é pagar o que a pessoa deve, e livrá-la daquele compromisso. Consta no Antigo Testamento a lei do resgate. Se alguma pessoa contraísse uma dívida, e não tivesse como saudá-la, e perdesse seus bens ou terras, uma pessoa da família deveria fazê-lo.   Era uma lei ou obrigação não permitir que um parente sofresse as consequências de uma dívida. Há o relato acontecido com Noemi no livro de Rute. Noemi partira com o marido Elimeleque e os dois filhos, abandonando suas terras, e foram para um lugar distante. Os anos se passaram e Elimeleque morreu. Anos depois os dois filhos também morreram. Noemi ficara sozinha e desamparada, então, resolvera retornar à sua terra natal, e uma de suas noras, Rute a acompanhara. Noemi voltara sem condições de se manter financeiramente, mas há um parente que se torna o seu resgatador, Boaz. Boaz resgata as terras herança de Elimeleque. Boaz não só resgata as terras como também cumpre outra lei que era suscitar herdeiro ao falecido, daí o casamento de Boaz com Rute, nora de Noemi. O herdeiro do falecido Elimeleque fora Obede, filho de Boaz com Rute, Obede foi avô de Davi.

Jesus Cristo é o Redentor, aquele que resgata qualquer dívida espiritual, por maior que ela seja, isto é, o pecado, Ele resgata o ser humano. Ele já pagou a dívida de todo aquele que n’Ele crê. O resgate é total: Ele cura as enfermidades da alma, endireita os caminhos, oferece alegria e bem-estar ao deprimido…  “Amaste a justiça e odiaste a iniqüidade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com o óleo de alegria como a nenhum dos teus companheiros” Hb. 1.9.  Ele unge aos Seus com o “… óleo de alegria, em vez de pranto, vestes de louvor, em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem carvalhos de justiça, plantados pelo Senhor para sua glória” Is. 61.3b.

A dívida que o ser humano tem com Deus é o seu desvio da Palavra de Deus, da ordem de Deus. Deus quer o ser humano seja íntegro, santo como Ele é santo. Cabe ao ser humano buscar cada vez mais a proximidade com Deus, e andar em Seus caminhos. Jesus Cristo oferece gratuitamente o resgate da dívida de cada um para com Deus. Jesus Cristo oferece o passaporte para a vida eterna juntamente com Ele e os demais salvos por Ele. I Pedro 1.16 – “Sede santos, porque eu sou santo”.  Lv. 11.45b – “… portanto, vós sereis santos, porque eu sou santo”. Lv. 19.2 – “… Santos sereis, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo”.

“Porque derramarei água sobre o sedento e torrentes, sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito, sobre a tua posteridade e a minha bênção, sobre os teus descendentes” Isaías 44.3.

Aquele que sara

Aquele que sara

 

“Ele é quem perdoa todas as tuas iniqüidades; quem sara todas as tuas enfermidades” Sl 103.3. Is. 61.1,2.

Somente Deus pode perdoar pecado, porque Ele é único, Criador de tudo e de todos. Sendo Ele Criador, somente Ele tem a essência de cada ser criado por Ele, assim Ele pode limpar eliminar toda e qualquer impureza que condena a pessoa, mas para isso é necessário que a pessoa se arrependa dos maus atos praticados, e volte-se ao seu Senhor. Somente Deus sara todas as enfermidades, porque somente Ele pode restabelecer a saúde espiritual na vida do ser humano. Sarar quer dizer, ficar livre daquele mal, livre da condenação eterna.

Não há bênção material maior do que a saúde, mas para isso é necessário que a pessoa valorize a saúde espiritual. Se assim o fizer, uma complementa a outra. A pessoa saudável espiritualmente é uma bênção onde quer que vá, além de construir uma sociedade melhor, mais justa, dentro da lei do Senhor. É muito raro uma pessoa que procede assim. O ser humano foi criado para a honra e glória de Deus, para viver feliz, mas o pecado mudou tudo, e acabou dominando. Quando falamos que Deus cura todas as enfermidades, estamos nos referindo à cura da alma, porque no mundo físico há muitas enfermidades, e a pessoa não está imune totalmente, embora Deus possa todas as coisas, ela enfrenta os problemas de saúde normais.

Uma pessoa pode ter muitas enfermidades na alma/espírito. Essas enfermidades são piores do que as físicas, porque vão minando a pessoa por dentro, até o ponto insuportável. Normalmente, a pessoa transmite aquilo que ela é no seu interior, por isso, que a pessoa deve ou tem por obrigação buscar alimento para a alma/espírito. Sendo ela criada por Deus a Sua imagem e semelhança, ela precisa se achegar a Ele para alimentar-se espiritualmente. Deus na Sua infinita misericórdia enviou Seu Filho Jesus Cristo para a alimentação e salvação de todo aquele que reconhecer que sozinho não consegue alimentação para a sua alma/espírito e não consegue também a salvação de sua alma imortal.

Durante a caminhada no deserto o povo de Israel experimentou muitos milagres, um deles é o da saúde e a cura das enfermidades. O Senhor sarou as águas amargas de Mara (Êx. 15.25) e saciou o povo. Aquelas águas amargas que faziam mal à saúde, representavam exatamente a vida comum que uma pessoa tinha. Deus ordenou a Moisés que colocasse uma palmeira que estava ali por perto dentro da água e a água ficou doce, boa para o consumo. Aquela palmeira representa o Senhor Jesus que se a pessoa colocá-lO em sua vida amarga, sem brilho, sem rumo, sem esperança, Ele a tornará doce, brilhante, valiosa, muito boa, e o mais importante válida para a vida eterna.

Atualmente, o povo continua a caminhada pelo deserto espiritual. Deus sara as águas espirituais e sacia o povo através do louvor, da oração, da Sua Palavra, da santificação. A caminhada continua firme e forte rumo ao paraíso celeste. Dificilmente, a pessoa crê em milagres, porque não há tempo nem interesse para observar as maravilhas que o Senhor nosso Deus fez e faz, mas acontecem diariamente na vida das pessoas. Quantas pessoas são curadas através de orações, conversões, leituras bíblicas. As curas não são contadas porque são espirituais, não são visíveis. Da mesma forma são as curas físicas ou mentais (Mt 11.28-30), quando uma pessoa é curada espiritualmente, normalmente, muitas vezes, acontece a cura física. O Senhor Jesus não prometeu um “mar de rosas” àqueles que se convertem a Ele, mas Ele prometeu estar com a pessoa todos os dias de sua vida (Mt 28.20). “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia n’Ele e o mais Ele fará” Sl. 37.5.

“… Converta-se ao Senhor (…) e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar” Is. 55.7b.

O Sol da Justiça

O Sol da Justiça

“Mas para vós outros que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça, trazendo salvação nas suas asas; saireis e salteareis como bezerros soltos na estrebaria” Ml. 4.2.

Como é agradável ver o nascer do sol! A luz, o brilho, o esplendor são maravilhosos aos nossos olhos, e causa bem-estar ao nosso espírito. O sol é a base da vida. Sem o sol  a terra seria vazia, sem vida. Entre os fatores que se destacam a respeito do sol são: luz, calor, vida. O sol é o principal transmissor natural da vitamina D. Tão importante para o ser humano. Não há como viver sem os benefícios  do sol.  Todos estes atributos são mínimos se comparados com o verdadeiro Sol. O Sol espiritual que é Jesus Cristo. Este Sol realmente nos oferece vida, e vida em abundância, vida eterna (João 10.10b). Somente Jesus pode nos iluminar para chegarmos a vida eterna.

Se o ser humano necessita do sol logo após seu nascimento, devido a necessidade de adquirir a vitamina D, com o seu desenvolvimento ele necessitará do Sol da vida, que é Jesus Cristo. Ele fixará com a Sua luz no coração humano, o conhecimento e a necessidade de seguir o Seu caminho. O ser humano necessita da claridade e da ação do sol para a sua sobrevivência física.  No entanto, porque ele foi feito à imagem e semelhança do seu Criador (Gn. 1.26),  traz consigo, também, a centelha espiritual. Somente o Criador pode iluminar o espírito humano.  A esta iluminação chamamos de Sol espiritual que é Jesus Cristo, o Sol da Justiça divina, o brilho sem igual, eterno. Desde a mais tenra idade aprendemos sobre Deus e a Sua importância em nossas vidas. Por que Jesus é considerado Sol da Justiça? Porque a Sua luz brilha no íntimo do ser humano. Esta luz não permite que a escuridão do pecado entre e permaneça na vida da pessoa. Quem anda na Luz de Cristo tem a Sua direção, a Sua orientação, Seus cuidados e o cumprimento de Suas promessas constantes na Sua Palavra.Tudo que o Senhor Deus revelou aos profetas, Ele cumpriu e cumpre sem modificação nenhuma. Não há mudança ou variação na Palavra de Deus. Ela é sempre atual e eterna.

Num passado muito remoto Deus criou um lugar maravilhoso para os seus eleitos viverem em paz. Com o pecado o ser humano foi sentenciado a viver dos seus esforços, seus trabalhos, depois veio a morte,  mas Deus nunca o abandonou. Deus preparou uma bênção toda especial para todo aquele que quer voltar a viver no paraíso celeste. Esta bênção se chama Jesus Cristo. Ele é o sol da justiça de Deus, é a luz que brilha no escuro da vida. “O Senhor é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O Senhor é a força da minha vida; de quem me recearei?” Sl. 27.1.

Todas as nossas necessidades são supridas quando nossos olhos estão voltados para o Sol da Justiça. O que nos mantém vivos é a Sua luz, e ao buscá-la em primeiro lugar, o resto nos é acrescentado (Mt 6.33). Porque o que vem depois é sempre ínfimo em relação ao Sol da Justiça. Que sejamos como os girassóis, cujas flores acompanham o movimento do sol, e estão sempre fixas na luz do sol. Assim também devemos ser perante o Sol da Justiça, fixos na Sua glória para sermos transformados à Sua imagem e semelhança. “Nascerá o sol da justiça, e cura trará em suas asas” Ml. 4.2.

“Porque o Senhor Deus é sol e escudo; o Senhor dá graça e glória; nenhum bem sonega aos que andam retamente” Sl 84.11.

Graça e Paz

Povo eleito e abençoado

Povo eleito e abençoado

“Não temais; aquietai-vos e vede o livramento do Senhor que, hoje, vos fará;  porque os  egípcios, que hoje vedes, nunca mais os tornareis a ver. O Senhor pelejará por vós, e vós vos calareis” Êxodo 14.13-14.

Em uma época remota o Senhor Deus tirou o Seu povo da escravidão do Egito. No Egito, o povo judeu era escravizado, explorado, maltratado, enfim, era um povo considerado ignorante.  Mas, este era o povo que Deus abençoara na pessoa de Abraão e sua descendência. Este  povo clamou ao Senhor Deus por ajuda e misericórdia. O Senhor ouviu o seu clamor e veio ao seu encontro. O Senhor não só  libertou, mas  conduziu o Seu povo seguro e protegido de todo e qualquer mal. Embora o povo fosse pouco, ou quase nada  agradecido, o Senhor o protegia dia e noite. Durante o dia com uma nuvem protetora, para que não desanimasse pelo caminho; à noite com uma coluna de fogo, protegendo-o de qualquer ataque de animais selvagens. Tanto a nuvem como a coluna de fogo nunca se apartaram do povo. Êx. 13.21,22. Com a saída do povo hebreu do Egito iniciou-se a grande obra de Deus para com o Seu povo.

O êxodo do povo hebreu do Egito aconteceu devido a opressão e escravidão. O Egito ficou como símbolo da opressão, escravidão, da corrupção, da exploração…  O povo que se libertou politicamente dos egípcios ficou como símbolo de libertação. O Senhor conduziu o Seu povo, e ao atravessar o mar, a Arca da Aliança ia à frente. Quando chegou ao meio do mar o Senhor mandou que a mantivesse parada, até que o povo todo tivesse passado com os pés em terra seca. A Arca da Aliança simbolizava a presença do próprio Deus. O livramento foi tão grande que  aquele povo se viu livre dos egípcios para sempre “…os egípcios, que hoje vedes, nunca mais os tornareis a ver”.

Realmente, quando o Senhor abriu as águas do mar dos Juncos ou mar vermelho, os hebreus passaram em terra seca, logo após os egípcios entraram também, mas o mar se fechou, levando consigo todos os cavaleiros que estavam ali. Nunca mais os hebreus os veriam. Meditando no versículo acima, concluímos que aquele acontecimento se repete dia após dia. Os opressores, aproveitadores, exploradores, caluniadores, fuxiqueiros, assassinos, corruptos, ladrões, mentirosos, estão e estarão caminhando com todas as pessoas no presente momento, mas quando o Senhor nosso Deus nos levar para a terra prometida, onde mana  leite  e mel, ou seja, para o paraíso celeste, nunca mais essas pessoas malignas serão vistas, nem lembrança alguma restará delas. O Senhor Jesus foi preparar lugar para todo aquele que se converteu e caminhou com  Ele. João 14.1-6.  “… os egípcios, que hoje vedes, nunca mais os tornareis a ver” Êx. 14.13b.

Jesus disse: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida: ninguém vem ao Pai senão por mim” João 14.6.

Graça e Paz!

 

Terremoto divino

Terremoto divino

Atos 16.19-40

“Por volta da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais companheiros de prisão escutavam” At. 16.25.

Paulo e Silas pregavam o Evangelho em muitos lugares. Em um determinado lugar, eles se depararam com uma jovem possessa que tinha um espírito adivinhador. Ela dava muito lucro aos seus senhores. Paulo e Silas repreenderam o espírito imundo, e ela ficou curada, mas quem não gostou da cura foram os seus senhores. Eles levaram o assunto aos pretores (autoridades), e mentiram a respeito de Paulo e Silas. Estes foram maltratados, apanharam muito da multidão e os pretores os lançaram na prisão. Paulo e Silas foram colocados no fundo do cárcere, amarrados com os pés presos no tronco (v.24). Mas, Paulo e Silas cantavam louvores e oravam. Nada podia tirar a alegria que Jesus colocara em seus corações. Por volta da meia-noite “… sobreveio tamanho terremoto, que sacudiu os alicerces da prisão; abriram-se todas as portas, e soltaram-se as cadeias (amarras) de todos” (v. 26).

O carcereiro acordou com o barulho, e viu as portas da prisão abertas. Desesperou-se, querendo matar-se, mas Paulo e Silas chamaram por ele, e disseram que todos estavam ali, ninguém havia fugido. O que mais chama a atenção é que o terremoto aconteceu somente para abrir as cadeias, as portas. Todos estavam ali sãos e salvos. Todos estavam atônitos com o que acontecera.  O mais interessante é que ninguém fora da prisão ouviu ou viu o terremoto. Apenas aconteceu de uma forma fantástica, divina. Todos sabem que um terremoto causa estragos sem medida, muita  gente morre, enfim, um terremoto é sempre um terror. O terremoto mandado por Deus atingiu somente o alvo que Ele pré-determinou. O carcereiro viu aquela maravilha, questionou Paulo e Silas e aceitou o Evangelho de Jesus Cristo, ele e toda a sua casa.

Deus continua enviando terremoto pré-determinado na vida da pessoa que quer se libertar das cadeias do pecado. Somente a pessoa sentirá os efeitos e os resultados dos abalos sísmicos espirituais, uma vez que, acontece no mais profundo interior da alma humana. Feliz é a pessoa que passa por esta experiência maravilhosa, pois ela nunca mais será a mesma. O pós-terremoto espiritual é maravilhoso demais para ser relatado em simples palavras escritas. O número de pessoas presas sem uma alternativa de solução para o seu problema é muito grande. Os apóstolos Paulo e Silas continuam pregando a solução para quem quer ouvir e aceitar a mensagem: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa” (v.31). A pessoa pode estar amarrada ao tronco do pecado, mas se ela aceitar a mensagem do Evangelho genuíno, ela terá a mesma alegria e confiança que Paulo e Silas tinham. O Senhor Jesus faz maravilhas na vida de uma pessoa.

O Senhor Deus disse: “Ainda antes que houvesse dia, eu era; e nenhum há que possa livrar alguém das minhas mãos; agindo eu, quem o impedirá?” Isaías 43.13.

Graça e Paz!

Fogo

Fogo

“Apareceu-lhe o Anjo do Senhor numa chama de fogo, no meio de uma sarça; Moisés olhou, e eis que a sarça ardia no fogo e a sarça não se consumia” Êx 3.2.

A palavra fogo nos transmite um significado muito forte, ora é algo apavorante, destruidor, queima, elimina, ora é muito benéfico, quando usado para cozer os alimentos, purificar objetos, como o ouro, a prata, proteger do frio, afastar animais ferozes na selva, pois o seu brilho, a sua luz, ofusca a visão dos animais, aquece em épocas frias, enfim, fogo faz parte da vida, não podemos nos desvencilhar dele. Mas o seu significado mais profundo é a essência do Deus vivo. Desde o início da Palavra de Deus encontramos o Senhor se manifestando através do fogo (Dt 4.12). Como podemos ver no versículo acima, o Senhor Deus se manifestou pela primeira vez numa chama de fogo. Assim o Senhor se manifestou ao povo de Israel. Também lemos que o Senhor Deus guardou este mesmo povo quando o guiava pelo deserto, a caminho da terra prometida.

Em Êxodo 13.21, encontramos o Senhor protegendo o Seu povo de dia com uma coluna de nuvem, e a noite com uma coluna de fogo. O Senhor Deus estava com o seu povo dia e noite. “O Senhor ia adiante deles, durante o dia, numa coluna de nuvem, para guiá-los pelo caminho; durante a noite, numa coluna de fogo, para alumiá-los, a fim de que caminhassem de dia e de noite!” “Nunca se apartou do povo a coluna de nuvem durante o dia, nem a coluna de fogo durante a noite” Êx 13.21,22. Assim, o Senhor as conserva até os dias atuais com o Seu povo. O Seu povo conta com uma coluna de nuvem de dia para protegê-lo das ciladas do inimigo das almas imortais, e uma coluna de fogo à noite para que não tropece e caia nas armadilhas do inimigo. Todo convertido ao Senhor Jesus tem essa proteção maravilhosa.

“Deus é fogo consumidor” Hebreus 12.29. Destrói o mau caráter, a mentira, o cinismo, a maldade, a concupiscência, a desonestidade, prostituição, a embriaguês, a falsidade, a inveja, enfim, tudo aquilo que emperra e impede a alma de se aproximar de Deus. O fogo de Deus é maravilhoso, purifica a alma tornando-a como o mais fino metal precioso. Ele trará vida em abundância, quando a pessoa é tocada pelo Santo Espírito de Deus, e ela O recebe de coração aberto e alegre. Ela cresce espiritualmente, e o crescimento espiritual transforma a pessoa sempre para melhor. Onde o Senhor Deus habita, o fogo é constante e maravilhoso. Deus é fogo consumidor e protetor. Ele limpa, purifica e protege a alma de quem caminha com Ele. Esse fogo é maravilhoso demais na vida de quem o possui.

E Eliseu orou: “Senhor, peço-te que lhe abras os olhos para que veja. O Senhor abriu os olhos do moço, e ele viu que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu” 2 Rs 6.17.

 

Graça e Paz!

O banquete de Levi

O banquete de Levi

Jesus disse: “Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes” Lc. 5.31.

Levi ofereceu um grande banquete a Jesus em sua casa,  onde numerosos publicanos e outros estavam com ele à mesa. Os fariseus e seus escribas murmuravam contra os discípulos de Jesus, perguntando: Por que comeis e bebeis com os publicanos e pecadores? Lc 5.30. Isto acontecia porque os fariseus e os escribas se consideravam acima da lei, acima de tudo e de todos, extremamente justos, religiosos, de um procedimento intocável, ou seja, eram os santos da época. Eles se achavam no direito de criticar até o Senhor Jesus. Eles estavam acima do Senhor. Não admitiam que pessoa alguma contrariasse seus ensinamentos, suas orientações.  Mas, Jesus respondeu à altura, sem se preocupar com  a visão deles sobre o que estava acontecendo. Disse a eles que os sãos não precisavam de médico, e sim os doentes. Se eles eram perfeitos, sem mácula, sem pecado, sem restrição alguma, não precisavam  do Senhor Jesus em suas vidas. Só de criticar e julgar alguém, no caso, os discípulos e o próprio Jesus, que é o próprio Deus, já estavam pecando. Mas eles se consideravam intocáveis espiritualmente..

Jesus disse também que não veio chamar justos, e sim pecadores ao arrependimento (Lc 5.32). Porque aquelas pessoas que o criticavam se consideravam os maiorais em tudo, eram seus próprios deuses. Daí, Jesus considerar que eles não precisavam de perdão, de salvação, uma vez que eles possuíam seu próprio reino. Jesus disse que veio chamar pecadores ao arrependimento, e através do arrependimento a salvação eterna. Todo aquele que reconhece que sozinho não consegue chegar à vida eterna salvo, Jesus o salvará. Jesus tem o lugar preparado para todo aquele que n’Ele crê (João 14.2,3). Nos dias atuais encontramos muitos fariseus que se consideram acima da Palavra de Deus, que não creem que Jesus é o Senhor de tudo e de todos. Valorizam tudo que é material, físico, orgânico,  menosprezando o que é Verdadeiro. Essas pessoas preparam o seus próprios caminhos, e  não poderão reclamar depois. A chance de salvação é aqui, agora, enquanto há vida. “… pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” Rm 3.23. O Senhor Jesus veio chamar pecadores ao arrependimento, mas Ele respeita a decisão de cada um. A decisão é pessoal e personificada. Não há possibilidade de uma pessoa decidir por outra, por isso, cabe a cada ser humano decidir para onde quer ir após esta vida.

“… Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida” João 8.12.

Graça e Paz!

Banquete

Banquete

“À hora da ceia, enviou o seu servo para avisar aos convidados: Vinde, porque tudo já está preparado” Lc 14.17.

Há um grande banquete sendo preparado minuciosamente. Os convites já estão a caminho para todas as pessoas sem distinção. Ninguém poderá dizer que não o recebeu, porque o convite será enviado nos respectivos endereços. Isto é, a todas as nações, a todos os povos, a todas as línguas. Mas, muitos recusarão receber o precioso convite, e apresentarão as mais variadas desculpas. O convite é individual e personalizado. Não pode ser transferido, porque todas as pessoas receberão.  Assim, não participarão do grande banquete todos aqueles que ignorarem ou desviarem o convite.

O convite é valiosíssimo, portanto, quem o receber de bom grado, nunca se arrependerá. Muitos deixarão passar a oportunidade de participar do grande banquete. O dono da festa faz questão da presença de todos os convidados, por isso envia o convite pessoalmente. Os trajes exigidos são enviados juntamente com o convite. Por isso, devem ser usados no dia do grande banquete. Quem tentar entrar sem os trajes a rigor exigidos, certamente será envergonhado e retirado dali.

Em um tempo remoto quando o rei oferecia um banquete, para festejar algum grande acontecimento ou bodas de seus herdeiros, ele ordenava que seus artesãos confeccionassem os trajes de festa para todos os convidados. Esses trajes deviam ter muito brilho, muitas vezes eram bordados com ouro. Todos os trajes eram iguais, para que não houvesse penetras, alguém que não tinha sido convidado, ou alguém que tivesse se desfeito do traje enviado pelo rei.  Ninguém tinha autorização para confeccionar o traje exigido, mas somente os artesãos do rei, e estes eram rigorosamente monitorados. Daí a parábola que Jesus proferiu a respeito do banquete que o Pai fará no fim dos tempos.

O traje real que o Senhor Deus exigiu na parábola, foi preparado por Ele mesmo na pessoa do Senhor Jesus Cristo. Deus continua enviando convites a todas as pessoas para que participem do grande banquete Real. Como é de praxe, os convites são enviados com bastante antecedência, para que a pessoa aceite, e se prepare para o grande dia. As vestes são preparadas pelo próprio Deus, que é o Espírito Santo, na aceitação do convite e na conversão; em seguida, a pessoa recebe sua veste nupcial. O Espírito Santo de Deus passa a habitar dentro do espírito da pessoa. As vestes são de um valor inestimável. Com ela vem o passaporte para a vida eterna. Toda pessoa que aceita o convite e recebe as vestes preparadas pelo Rei, passa a ser uma predestinada a participar do grande banquete real. Toda pessoa tem essa oportunidade. Ninguém pode ignorar ou criticar, porque o convite está à disposição de cada um, sem acepção de pessoas.

A pessoa necessita honrar estas vestes, honrar o nome de cristão, para chegar até o banquete, e ficar livre de constrangimento. Aquele que entra sem a veste nupcial que o Rei lhe enviara, é afastado do banquete. A pessoa deve ter se desfeito das vestes, ou perdido pelo caminho, ou vendido por um bom dinheiro, pois são vestes valiosas, portanto, não as valorizou o suficiente para participar do grande banquete. O banquete é o Reino dos Céus preparado para todo aquele que aceita o convite e veste a roupa que o Senhor Deus lhe entregou nas mãos, e as vestes são o próprio Espírito Santo de Deus, que veste as pessoas e as prepara para o Grande Banquete Real.

“… Amigo, como entraste aqui sem veste nupcial? Então, ordenou o rei aos serventes: Amarrai-o de pés e mãos e lançai-o para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes” Mt 22.22.13,14.

Graça e Paz!

O céu

O céu

“… Ao vencedor, dar-lhe-ei que se alimente da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus”  Ap. 2.7.

Vinde e vede! O céu é um lindo lugar. Cheio de luzes, de cores lindas, e de tudo que é maravilhoso. O apóstolo João nos relata isso em seu livro Apocalipse. Bem aventurado aquele a quem o Senhor Deus oferece a salvação e a pessoa a aceita de bom grado.  Essa decisão é de um valor incalculável, pois é para a eternidade. A Palavra de Deus chama de paraíso o céu onde Deus habita. Em 2 Co. 12.2-4 (cf Ap 1.10),  encontramos o relato de Paulo a respeito de um homem que fora arrebatado por Deus, e levado ao paraíso, e que ouviu palavras inefáveis. Lucas 23.43, Jesus disse àquele malfeitor que fora crucificado ao lado d’Ele: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso”. Em Hebreus 12.22 encontramos referências ao monte Sião e à cidade do Deus  vivo, a Jerusalém celestial, e a incontáveis hostes de anjos, e à universal assembléia.

Em Ap. 2.7 lemos: “… Ao vencedor, dar-lhe-ei que se alimente da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus”. É maravilhoso demais estudarmos sobre o paraíso, à cidade do Deus vivo. Mais maravilhoso ainda é saber que o Senhor nosso Deus nos deixou um manual escrito para que o sigamos à risca.

O Senhor Deus criou o ser humano para habitar o seu jardim, e para desfrutar de uma vida tranquila e com todas as regalias que o Senhor tem para os Seus eleitos. Mas, o ser humano não satisfeito com tudo que o Senhor Deus lhe deu, desobedeceu, e tentou ser igual a Deus. A desobediência custou-lhe muito caro. Foi banido das moradas eternas, e enviado a terra para cultivá-la e tirar dela o seu sustento, além de enfrentar os duros e difíceis embates da vida. A desobediência entristeceu profundamente o Criador. Através de um único homem entrou o pecado no mundo, e a punição se estendeu a toda humanidade como herança. Daí a morte física. Contudo, o espírito é eterno, e não perdeu o seu valor. Deus na Sua imensa bondade providenciou um Salvador para todo aquele que n’Ele crê, seja salvo e volte ao lindo jardim preparado por Ele. Isto é, aquele que obedecer a Sua Palavra. Jesus Cristo é o Salvador e Senhor de tudo e de todos quantos creem n’Ele.

Deus é justo, bondoso, amoroso, oferece gratuitamente a salvação a todo ser humano, mas Ele quer uma decisão pessoal e personalizada. Deus não faz acepção de pessoas (At 10.34; Rm 2.11). Em Sua infinita bondade Deus preparou a salvação de todo aquele que de livre e espontânea vontade se converter ao Senhor Jesus Cristo. Quando uma pessoa reconhece que sozinha não consegue chegar até Deus, ela reconhece que necessita do Senhor Jesus para conduzi-la à vida eterna e ao paraíso preparado por Deus desde a fundação do mundo.

A desobediência continua a mesma na atualidade, e o ser humano querendo ser igual a Deus, ou exigindo de Deus a realização de um milagre, ou que Deus supra as necessidades materiais de alguém, e assim por diante. A ênfase atual é a mentira da prosperidade material. A mentira que o inimigo das almas imortais criou para dar aparência de verdade, mas que na realidade não passa de engodo. A prosperidade verdadeira é a espiritual, onde o ser humano pode se desenvolver infinitamente, não há limite. Essa prosperidade é agradável a Deus. Para isso a Palavra de Deus nos orienta corretamente. Onde há prosperidade espiritual, há bênçãos, felicidade, alegria, honestidade, amor ao próximo e a paz de Deus reinando em cada coração.

“Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo. Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles” Ap 21.1 a 3.

 

Graça e Paz!

Parábola do rico e o mendigo

Parábola do rico e o mendigo

Lc. 16.19-31

Há muita divergência quanto à interpretação desta parábola. Jesus Cristo ensinava através de parábolas para que o povo entendesse melhor a Sua mensagem de vida eterna. Nesta parábola notamos as duras críticas que Jesus fez as pessoas que tinham aparência de santos, mas na realidade não os eram. Havia um grupo de pessoas que formava uma sociedade a parte. Eram pessoas preparadas para ensinar as Escrituras ao povo de maneira geral, mas que não zelavam pelos seus postos de trabalho. Eram eles:

Os saduceus que seguiam o Velho Testamento escrito. Ocupavam a maior parte das cadeiras do Sinédrio (tribunal judaico formado por sacerdotes, anciãos, escribas, e que julgavam crimes entre o povo de Israel).  Não criam na ressurreição do corpo, nem em anjos, nem em espíritos.

Os fariseus (santos), por outro lado, criam na ressurreição do corpo, em espírito, e em anjos, seguiam o Velho Testamento escrito, mas valorizavam também a tradição oral das Escrituras. A tradição oral estava cheia de erros e muitos acréscimos. Tinham a incumbência de ensinar o povo espiritualmente.

Os sacerdotes que deveriam representar e ensinar o povo, não estavam preocupados com o reino de Deus. Estavam preocupados com a sua vida social e material. Eram omissos em sua responsabilidade para com Deus.

Os escribas pessoas letradas que tinham a função de copiar as Escrituras, e ensiná-las ao povo em geral. Mas, tanto os saduceus, fariseus, sacerdotes e escribas eram orgulhosos, egoístas, omissos, vaidosos, falsos, soberbos, todos esses adjetivos condenados por Jesus Cristo. Jesus não os condenou por serem pessoas de posses materiais, Deus não condena as posses de uma pessoa. Davi, Abraão, Salomão eram extremamente ricos, nem por isso foram condenados, muito pelo contrário, foram considerados amigos de Deus. O que Jesus condenou foi excesso de hipocrisia, de maldade, de egoísmo, falsidade. E não se envergonhavam de praticar tais atos.

Esta parábola ilustra bem a situação do povo judeu da época de Jesus. Os saduceus, os fariseus, os escribas e os sacerdotes estavam todos na mesma situação espiritual, isto é, omissos quanto a sua responsabilidade espiritual. Viviam longe de Deus e do Senhor Jesus Cristo. Eles eram os seus próprios deuses. Conduziam suas vidas como bem entendiam, sem se preocupar em ensinar as Escrituras às pessoas em geral. Consideravam o povo como: “Quanto a esta plebe que nada sabe da lei, é maldita” João 7.49. Se a plebe não sabia nada da lei, era porque não era ensinada. Os doutores da lei a quem cabia a transmissão da Palavra de Deus, estavam preocupados com todas as coisas materiais, menos as espirituais. (Rm 10.3,4).

O povo era iletrado, sem grandes oportunidades de aprenderem o que estava escrito nas Escrituras Sagradas, eram pobres no que se referia ao orgulho, egoísmo, falsidade, vaidade, eram pessoas comuns, que não tinham oportunidade de evoluírem espiritualmente. Aos olhos dos saduceus, fariseus, sacerdotes e escribas o povo era considerado doente espiritual, repulsivo perante esses doutores da lei. Mas, para o Senhor Jesus todos são iguais perante Sua Lei, e o Senhor extremamente Justo mandou cada um para o seu lugar. Daí a mensagem da parábola: os doutores da Lei que viveram a seu modo, sem se importar com o reino de Deus, quando chegaram lá do outro lado, encontraram o lugar que eles prepararam, ou seja, a condenação eterna.  Aquele que não tem o Espírito de Cristo esse tal não é d’Ele (Rm 8.9). A condenação é certa. O povo iletrado, frágil espiritualmente, privado do conhecimento que lhe era negado pelos doutores da Lei, facilmente sugestionado por qualquer ideia diferente, era considerado desculpável perante a Lei, logo teria um melhor lugar do outro lado. (Rm 10.14).

Hoje a situação continua a mesma, e os saduceus, fariseus, escribas, sacerdotes modernos, continuam iludindo o povo. Apresentam uma bela aparência de espiritualidade, mas no fundo são os mesmos ‘sepulcros caiados’ de outrora (Mt 23.23). Exploram o povo com as mais variadas ciladas, levam consigo multidão. Pessoas muitas vezes necessitadas espiritualmente acreditam que estão buscando a Deus, mas a essência é pura tapeação. Um dia enfrentarão o tribunal de Deus, e se lembrarão da parábola “O rico e o Lázaro” com todos os adjetivos citados acima. Tapear o povo é fácil, mas tapear a Deus é impossível.

“Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se, de fato, o Espírito de Deus habita em vós. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não d’Ele” Rm. 8.9.

 

Graça e Paz!