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Fogo

Fogo

“Apareceu-lhe o Anjo do Senhor numa chama de fogo, no meio de uma sarça; Moisés olhou, e eis que a sarça ardia no fogo e a sarça não se consumia” Êx 3.2.

A palavra fogo nos transmite um significado muito forte, ora é algo apavorante, destruidor, queima, elimina, ora é muito benéfico, quando usado para cozer os alimentos, purificar objetos, como o ouro, a prata, proteger do frio, afastar animais ferozes na selva, pois o seu brilho, a sua luz, ofusca a visão dos animais, aquece em épocas frias, enfim, fogo faz parte da vida, não podemos nos desvencilhar dele. Mas o seu significado mais profundo é a essência do Deus vivo. Desde o início da Palavra de Deus encontramos o Senhor se manifestando através do fogo (Dt 4.12). Como podemos ver no versículo acima, o Senhor Deus se manifestou pela primeira vez numa chama de fogo. Assim o Senhor se manifestou ao povo de Israel. Também lemos que o Senhor Deus guardou este mesmo povo quando o guiava pelo deserto, a caminho da terra prometida.

Em Êxodo 13.21, encontramos o Senhor protegendo o Seu povo de dia com uma coluna de nuvem, e a noite com uma coluna de fogo. O Senhor Deus estava com o seu povo dia e noite. “O Senhor ia adiante deles, durante o dia, numa coluna de nuvem, para guiá-los pelo caminho; durante a noite, numa coluna de fogo, para alumiá-los, a fim de que caminhassem de dia e de noite!” “Nunca se apartou do povo a coluna de nuvem durante o dia, nem a coluna de fogo durante a noite” Êx 13.21,22. Assim, o Senhor as conserva até os dias atuais com o Seu povo. O Seu povo conta com uma coluna de nuvem de dia para protegê-lo das ciladas do inimigo das almas imortais, e uma coluna de fogo à noite para que não tropece e caia nas armadilhas do inimigo. Todo convertido ao Senhor Jesus tem essa proteção maravilhosa.

“Deus é fogo consumidor” Hebreus 12.29. Destrói o mau caráter, a mentira, o cinismo, a maldade, a concupiscência, a desonestidade, prostituição, a embriaguês, a falsidade, a inveja, enfim, tudo aquilo que emperra e impede a alma de se aproximar de Deus. O fogo de Deus é maravilhoso, purifica a alma tornando-a como o mais fino metal precioso. Ele trará vida em abundância, quando a pessoa é tocada pelo Santo Espírito de Deus, e ela O recebe de coração aberto e alegre. Ela cresce espiritualmente, e o crescimento espiritual transforma a pessoa sempre para melhor. Onde o Senhor Deus habita, o fogo é constante e maravilhoso. Deus é fogo consumidor e protetor. Ele limpa, purifica e protege a alma de quem caminha com Ele. Esse fogo é maravilhoso demais na vida de quem o possui.

E Eliseu orou: “Senhor, peço-te que lhe abras os olhos para que veja. O Senhor abriu os olhos do moço, e ele viu que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu” 2 Rs 6.17.

 

Graça e Paz!

Promessas de Deus

Promessas de Deus

As promessas de DeusJosué 1.1-9.

Cremos nas promessas de Deus?  “… como fui com Moisés, assim serei contigo; não te deixarei, nem te desampararei” Js. 1.5.

“Sê forte e corajoso, porque tu farás este povo herdar a terra que, sob juramento, prometi dar a seus pais” Js. 1.6.

Quando Moisés tirou o povo da escravidão do Egito, enfrentaram, Moisés e seu povo,  uma longa caminhada de quarenta anos. Mas com a morte de Moisés, chegou o momento de Josué assumir a condução do povo de Israel. Deus o escolheu e o capacitou para a grande tarefa. Josué tinha consciência de que o caminho era muito difícil e o povo rebelde, mas ele ficou firme nas promessas que o Senhor Deus fizera a Moisés, e em seguida, a ele. O Senhor lhe disse para ser forte e corajoso. Ele faria aquele povo herdar a terra que o Senhor prometera dar a seus pais, isto é, a seus ancestrais. Para animá-lo, Deus lhe faz uma promessa: “o Senhor, teu Deus, é contigo por onde quer que andares” v.9b. Essa promessa é extensiva a cada um de nós.

Assim, Josué recebeu a promessa de Deus para a sua vida, e para a condução daquele povo (outrora escravo) que saíra do Egito pela mão forte do Senhor Deus, e guiados por Moisés, servo do Senhor. O povo tomou posse da terra prometida por Deus. As promessas de Deus continuam atualíssimas na vida de cada pessoa. Josué tinha que ser forte e corajoso como lá no passado remoto, mas toda pessoa no passado e no presente continua com a necessidade de ser forte e corajosa para receber a promessa de Deus para a sua vida. Deus promete que há uma terra preparada para o futuro, na nova Jerusalém Celestial. Apoc. 21.2.

A promessa de Deus possui extraordinários poderes para motivar, já que põe diante de nós uma esperança que enche o coração e alimenta a imaginação acerca das coisas futuras. A confiança deve estar centrada na promessa de Deus, porque se a pessoa confiar em promessa humana, certamente vai se decepcionar. Porque tudo que é humano é falho. O ser humano decepciona sempre, daí a pessoa ficar vacilante para crer na promessa de Deus.  A vida espiritual requer como elemento essencial, que a pessoa creia firmemente nas promessas que o Senhor Deus faz. Deus é perfeito. N’Ele não há sombra de dúvida. Deus é imutável. Muitos cristãos, diante das impossibilidades, não cultivam essa convicção atrevida que é uma característica fundamental daqueles que, ousadamente, creem nas promessas e declarações das Escrituras.

O Senhor disse a Josué: “Não cesses de falar deste livro da lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido” Js. 1.8.  Se agirmos assim como o Senhor ordenou a Josué, seremos vitoriosos na vida espiritual, e pela extensão, na vida física e orgânica, tal qual Josué o foi. Josué realizou tudo que o Senhor lhe ordenara. Temos também a responsabilidade na condução de outras pessoas para a terra prometida, a Nova Jerusalém Celestial preparada para todos os salvos e bem-aventurados. O Senhor escolhe e capacita pessoas para esse trabalho tão difícil, mas maravilhoso e gratificante.

“… Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o Senhor, teu Deus, é contigo por onde quer que andares” Js. 1.9.

Disse Josué ao povo: “Santificai-vos, porque amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vós” Js. 3.5, e de nós.

Graça e Paz!

Pilatos interroga a Jesus

Pilatos interroga a Jesus

Pilatos interroga a Jesus 3João 18.33-40

Pilatos volta ao pretório (tribunal de justiça) para interrogar Jesus: “És tu o rei dos judeus?” v.33b. “Respondeu Jesus: Vem de ti mesmo esta pergunta ou to disseram outros a meu respeito?” v 34. Pilatos ainda disse a Jesus que  tinha autoridade para soltá-lo ou condená-lo. Mas Jesus lhe disse que a autoridade que ele possuía tinha sido dada do alto, se não fosse assim, ele (Pilatos) não teria autoridade alguma. Pilatos ainda pergunta qual era o crime porque O entregaram a ele, e o que Ele tinha feito.

Respondeu Jesus: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é deste mundo” v. 36. Pilatos ainda pergunta a Jesus se Ele é rei. Ao que Ele responde: “Tu dizes que sou rei. Eu para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz” v. 37b. Pilatos ainda pergunta: “Que é a verdade?” v.38. Não obteve resposta.

Pilatos voltou-se para os judeus e disse que não havia encontrado crime algum em Jesus. Mas Pilatos ainda disse: “É costume entre vós que eu vos solte alguém por ocasião da Páscoa; quereis, pois, que vos solte o rei dos judeus?”. v. 39. Pilatos sabia que por inveja, O tinham entregado. Estando ainda no tribunal, a mulher de Pilatos mandou dizer-lhe: “Não te envolvas com esse justo; porque hoje, em sonho, muito sofri por seu respeito” Mt. 27.19b.

Pilatos pergunta novamente ao povo sobre quem deve soltar, mas os principais sacerdotes e os anciãos persuadiram o povo a que pedisse Barrabás e fizesse morrer Jesus. Viu Pilatos que nada conseguia ante a multidão, lavou as mãos e disse: “… Estou inocente do sangue deste (justo); fique o caso convosco!” Mt 27.24b. Tudo isso aconteceu para que se cumprissem as Escrituras. “Então, gritaram todos, novamente: Não este, mas Barrabás! Ora, Barrabás era salteador” v 40.

Ao invés do povo escolher a Jesus, que é o Caminho, e a Verdade, e a Vida, a salvação das almas imortais, escolheu um salteador. Se escolhesse a Jesus a pessoa nasceria de novo, nasceria espiritualmente, e ganharia o passaporte para as mansões celestiais. Jesus é tudo para todos. Ele oferece a salvação de graça. Jesus realizou um grande ministério quando caminhou fisicamente aqui na terra. Depois de Sua ressurreição Ele continua a sua grande obra da mudança de vida, novo nascimento e da salvação das almas imortais.

Quanto àqueles que optaram por Barrabás, que era o representante do pecado, da maldade, do mundo incrédulo, continuam até os dias atuais, caminhando sem rumo certo, e sem a certeza da salvação. Barrabás e seus adeptos estão por toda parte, ainda gritando: crucifica-O; crucifica-O, deixe-nos em paz em nossos pecados e delitos. Quanto mais o tempo passa, mais seguidores de Barrabás nós encontramos, por isso o mundo está tão decadente, tão necessitado da presença do Senhor Jesus.

“Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus” 1 João 4.2.

Graça e Paz!

A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém

A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém

Jumentinho  2Jesus estava com seus discípulos a caminho de Jerusalém, e  ao aproximar-se de Betfagé e de Betânia, junto ao monte das Oliveiras, disse a dois de Seus discípulos: “Ide à aldeia fronteira e ali, ao entrardes, achareis preso um jumentinho que jamais homem algum montou, soltai-o e trazei-o”  Lc 19.30.  Os discípulos argumentaram que se o dono dele não aceitasse, Ele lhes disse: “Diga que o Senhor precisa dele”. Seus discípulos fizeram como Jesus lhes ordenara, e encontraram o jumentinho, e ao desamarrá-lo seus donos os contestaram, mas eles fizeram como o Senhor os havia instruído.

Assim, trouxeram o jumentinho ao Senhor. Ele prosseguiu viagem montado no jumentinho. Jumentinho é um animalzinho muito teimoso, quando ele empaca num lugar, ninguém consegue retirá-lo dali, e o jumentinho que nunca foi montado, ninguém consegue montar ou ficar em cima dele por algum tempo. Jesus estava fazendo analogia do jumentinho com as pessoas de maneira geral, que nunca se deixaram dominar pelo Rei da Glória. Somente depois do toque do Espírito Santo de Deus, isto é, somente depois que Jesus os envolve com Seu poder, as pessoas se tornam dóceis como aquele jumentinho que entrou com Jesus em Jerusalém (Jerusalém significa Cidade Santa). O jumentinho por mais rebelde que fosse se tornou muito manso, e levou o Senhor Jesus à Jerusalém.

Ao entrar em Jerusalém, e aproximando-se do monte das Oliveiras, toda a multidão passou jubilosa, a louvar a Deus em alta voz, por todos os milagres que tinham visto. “Bendito é o Rei que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas maiores alturas! Lc 19.38. Assim, era transmitida a mensagem que Jesus Cristo era o Rei.

Outra mensagem era: O Senhor precisa dele (do jumentinho). Quando Jesus se refere a si próprio, refere-se como Juiz (Deus, Supremo Juiz), e não como filho do homem (ou seja, 100% homem e 100% Deus). A mensagem: Diga que o Senhor precisa dele – isto é, Jesus é Senhor de tudo e de todos, não há contestação, não há mudança, o Senhor ordena, o Senhor é Rei, é Juiz. Esta passagem bíblica mostra Jesus referindo ao Seu Reino vindouro, e ao Seu julgamento – Ele é Juiz.

A próxima vinda do Senhor será como Juiz, e não mais como filho do homem, nascer numa manjedoura, crescer como carpinteiro, realizar um ministério de milagres, morrer numa cruz, derramar Seu sangue para a salvação de todo aquele que nEle crê. A vinda gloriosa do Senhor Rei e Juiz será maravilhosa. Os salvos e bem-aventurados encontrarão com o Senhor nos ares, e ganharão as bênçãos prometidas por Ele. Caso contrário, a pessoa sofrerá as penalidades constantes na sua Palavra.

As pessoas colocaram vestes, folhas, ramos e flores no caminho, por onde Jesus ia passar, e gritaram: Hosana nas maiores alturas!  Aquele mesmo povo, dias mais tarde, gritou: crucifica-o, crucifica-o. Quando ao povo foi dado escolher entre Cristo e Barrabás (Cristo representava a salvação, a vitória do homem sobre o pecado, a alegria de ser salvo da condenação eterna, as bênçãos maravilhosas que Ele tem para dar). Ao passo que, Barrabás representava o pecado, o homicida, o ladrão, o corrupto, o sem escrúpulos, os sem caráter, estava preso e condenado.  O povo mesmo assim escolheu Barrabás. Continua escolhendo Barrabás, no seu dia-a-dia. É bem mais fácil ficar com Barrabás, nada é proibido, tudo é lícito ao homem comum.

Assim, o Senhor da Glória nos transmitiu a sua mensagem: antes não éramos povo, éramos rebeldes, “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;/ vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia” 1 Pe 2.9,10. Deixamos de ser jumentinhos teimosos, indomáveis, mas agora somos mansos (mansos – aqueles que aceitam de bom grado a Palavra de Deus, que reconhece que por si só não conseguem agradar a Deus) e, como aquele jumentinho, aceitamos a ordem, o envolvimento, a proteção, o amor, as bênçãos do Senhor, e  em paz entraremos na mansão celestial preparada para os salvos e bem-aventurados.

Graça e Paz!